GRANDE PRÉMIO POESIA DA APE/CTT
PARA ARMANDO SILVA CARVALHO
O escritor Armando Silva Carvalho foi o vencedor, por unanimidade, da edição de 2008 do Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT com a colectânea «O Amante japonês». Nascido em 1938 em Olho Marinho, Óbidos, Armando da Silva Carvalho é um dos nomes mais destacados da poesia portuguesa de hoje, mas a sua obra estende-se também ao domínio da ficção.
Como poeta, escreveu, entre outros títulos, «Lírica consumível», «Os ovos de oiro», «Armas Brancas», «Técnicas de engate», «Sentimento de um ocidental», «O livro de Alexandre Bissexto», «Canis Dei» e «Sol a sol». Na ficção, é autor de «O alicate», «O uso e o abuso», «Portuguex», «Donamorta», «A vingança de Maria de Noronha», «Em nome da mãe», «O homem que sabia a mar» e, em parceria com Maria Velho da Costa, o «romance epistolar» intitulado «O Livro do Meio».
No agora premiado «O amante japonês», publicado pela Assírio e Alvim, o autor recorre ao que o ensaísta e crítico Fernando J.B. Martinho descreve como «um elemento fundamental na definição da sua poética», a ironia. Licenciado em Direito, Armando Silva Carvalho desenvolveu diversas actividades profissionais - tendo sido, por exemplo, professor do ensino secundário e técnico de publicidade - colaborou em jornais e revistas e assinou diversas traduções.
Diário Digital / Lusa - 7 de Julho de 2009-
GRANDE PRÉMIO APE DE CRÓNICA
PARA JOSÉ CUTILEIRO
O volume Bilhetes de Colares 1982-1998 (Assírio & Alvim), de A. B. Kotter, pseudónimo de José Cutileiro, acaba de vencer, por unanimidade, o Grande Prémio de Crónica Associação Portuguesa de Escritores/C. M. de Sintra. Do júri, que se reuniu ontem, fizeram parte Ernesto Rodrigues, José Manuel de Vasconcelos e Maria Augusta Silva.
Bibliotecário de Babel - 7 de Julho de 2009-
Requiem Para D. Quixote
Dennis McShade (Dinis Machado)
Colecção: A Phala
Assírio & Alvim - 2008
Formato: Edição Brochada
ISBN: 978-972-37-1384-8
Preço de Capa: 14
Preço assirio.com: 12.6
Sinopse:
«Falar do escritor é talvez falar de Maynard», escreveu Dinis Machado sobre si próprio na Nota dos Editores à primeira edição deste Requiem Para D. Quixote. Na altura, ele dirigia a colecção de policiais onde o livro saiu e foi precisamente um tal acaso da vida que o levou a escrever, de um fôlego e por necessidade, os três livros que a Assírio & Alvim agora reedita.
Fazer uma nota de editor sobre si mesmo era mais uma piscadela de olho ao leitor mais atento. Piscadela que, claramente, não funcionou. Vinte anos depois um leitor atento dar-lhe-ia os parabéns pela excelente tradução dos livros.
Mas, se falar do escritor Dennis McShade é falar de Maynard, não é preciso esticar muito a lógica para concluir que, então, falar de Maynard é falar de Dinis Machado. E, na verdade, são os seus livros e os seus filmes, as suas músicas e os seus fantasmas, o seu bairro e as suas lealdades, que dão corpo e voz aos monólogos maynardianos. Prelúdio que antecede em dez anos esse outro longo monólogo que revolucionou a literatura portuguesa e que se chama O Que Diz Molero.
Se o primeiro Mão Direita do Diabo teve, desde 1967, duas edições para o público em geral e outra em edição de clube, este Requiem Para D. Quixote e o próximo Mulher e Arma Com Guitarra Espanhola mantinham-se, até agora, praticamente esquecidos no limbo do tempo. Uma lacuna da História que a Assírio & Alvim tem agora o privilégio de colmatar. Não só para honrar a memória de um dos maiores escritores portugueses, mas sobretudo para prazer dos leitores que, há quarenta anos, esperavam por esta oportunidade de os lerem pela primeira vez.
«Se continuas a beber, então o azul fica negro, já sabes que o sentimento é daltónico, que ao fim e ao cabo tens de matar Big Shelley e que a grande chatice é ele ter o nome de um poeta.»
(Dos monólogos maynardianos)