Ficha do produto
Boca Bilingue
Código: 79457
Última edição: agosto de 2016
N.º de páginas: 96
Editor: Assírio & Alvim
ISBN: 978-972-37-1928-4
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PÁGINAS
 

Sobre o livro

Sinopse
Terceiro livro de Ruy Belo, «Boca Bilingue» foi publicado pela primeira vez em 1966. Nas palavras de Gastão Cruz, no prefácio a esta edição «Ao invocar, no poema de abertura do seu livro, a poesia como "palavra impossível", Ruy Belo passa-lhe o único atestado que pode certificá-la como poesia, um estremecimento da linguagem, ou, talvez mais precisamente, o estremecimento das mãos do poeta, recebendo, em tempos inaugurais, as folhas dactilografadas do livro, das mãos de quem, antes da publicação, ele quisera que as lesse.»

[…]
Simples questão de tempo és e a certas circunstâncias de lugar
circunscreves o corpo. Sentas-te, levantas-te
e o sol bate por vezes nessa fronte aonde o pensamento
— que ao dominar-te deixa que domines — mora
Estás e nunca estás e o vento vem e vergas
e há também a chuva e por vezes molhas-te,
aceitas servidões quotidianas, vais de aqui para ali,
animas-te, esmoreces, há os outros, morres
Mas quando foi? Aonde te doía? Dividias-te
entre o fim do verão e a renda da casa
Que fica dos teus passos dados e perdidos?
Horário de trabalho, uma família, o telefone, a carta,
o riso que resulta de seres vítima de olhares
Que resto dás? Ou porventura deixas algum rasto?
E assim e assado sofro tanto tempo gasto

de «ÁCIDOS E ÓXIDOS»

Boca Bilingue de Ruy Belo

Detalhes do produto


Boca Bilingue de Ruy Belo

Ano de edição ou reimpressão: 2016

Editor: Assírio & Alvim

Idioma: Português

Dimensões: 147 x 205 x 10 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 96

Classificação: Poesia

 

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Doutorado em Direito Canónico pela Universidade de S. Tomás de Aquino, em Roma, e licenciado em Filologia Românica e em Direito pela Universidade de Lisboa, leccionou no ensino secundário e foi leitor de Português na Universidade de Madrid. Foi director literário de uma editora; chefe de redacção da revista Rumo ; adjunto do Director do Serviço de Escolha de Livros do Ministério da Educação Nacional; bolseiro de investigação da Fundação Calouste Gulbenkian; tradutor de numerosos autores franceses e colaborador em várias publicações periódicas. Vítima de um edema pulmonar, a sua morte precoce, em 1978, colheu de surpresa uma série de escritores que lhe dedicam, no mesmo ano, uma Homenagem a Ruy Belo. Iniciada em 1961, mas mantendo-se, na confluência da poesia dos anos 50, equidistante quer de um dogmatismo neo-realista quer do excesso surrealista, mas (...)