2021-06-09

Ana Luísa Amaral vence Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda

Com o livro Ágora, publicado em 2019 pela Assírio & Alvim, Ana Luísa Amaral é a vencedora da 2.ª edição do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, instituído pela Câmara de Amares

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O prémio, atribuído de dois em dois anos e com um valor pecuniário de 7.500 euros, contempla a modalidade de poesia e destina-se a autores de língua portuguesa, sendo admitidas a concurso obras editadas em livro e cuja primeira edição tenha ocorrido durante os dois anos civis anteriores àquele a que se refere o concurso.

 

«A Ana Luísa Amaral é uma das grandes vozes poéticas da nossa contemporaneidade e tem Sá de Miranda como uma das suas inspirações», sublinhou o júri, justificando a sua escolha.

 

Do júri presidido por Sérgio Guimarães de Sousa (Universidade do Minho), fizeram também parte Ana Isabel Moniz (Universidade da Madeira) e Isidro Araújo (Câmara Municipal de Amares). Estiveram a concurso 202 obras.

 

Neste livro agora premiado de Ana Luísa Amaral, que conta com reproduções a cores de grandes obras de arte de todos os tempos, a poeta apresenta-nos um conjunto de poemas belos e terríveis, comoventes e violentos, em permanente diálogo com a Bíblia e com a arte, mas sobretudo com o nosso tempo.

 

Antes ser tudo e livre

do que bom mas humilde

 

Assim pensara então

 

e agira

 

E o oriente lhe foi destinado:

terra de mil castigos

de difíceis colheitas; mais

suor

 

Só depois descobriu

que lá o sol nascia

e que podia falar das coisas

todas

 

Mas com quem?

 

Ana Luísa Amaral ensinou na Faculdade de Letras do Porto e tem um doutoramento sobre Emily Dickinson. É autora de mais de duas dezenas de livros de poesia e livros infantis, e traduziu diversos autores para a nossa língua, como John Updike ou Emily Dickinson. A sua obra encontra-se traduzida e publicada em vários países, tendo obtido diversos prémios, de que destacamos o Prémio Literário Correntes d'Escritas, o Premio Letterario Poesia Giuseppe Acerbi ou o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. Em outubro de 2020, foi galardoada com o prémio literário espanhol Leteo. Em novembro do mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Literário Vergílio Ferreira pela totalidade da sua obra. Em maio de 2021, foi galardoada com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, atribuído pelo Património Nacional Espanhol e pela Universidade de Salamanca, pelo seu contributo para o património cultural do espaço ibero-americano. Escuro (2014), E Todavia (2018), What’s in a Name (2018) e Ágora (2020) são os seus títulos publicados pela Assírio & Alvim.

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