2022-05-06

Nada é aqui como nos disseram que seria

Depois de Inferno e Purgatório, é tempo de chegarmos ao Paraíso

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Paraíso encerra o tríptico iniciado por Pedro Eiras com Inferno (2020) e Purgatório (2021), três livros de poemas em torno da obra-prima de Dante Alighieri, o primeiro dos quais constitui a estreia do autor na poesia e foi o único livro deste género literário finalista do Prémio Oceanos. Neste último volume da trilogia, assistimos à barbárie dos homens, ao anúncio do fim dos tempos, mas um apelo persiste nos últimos cantos, onde a poesia dos grandes mestres é convocada para ascender às últimas esferas do céu.

 

O livro já se encontra em pré-venda estará disponível nas livrarias a 19 de maio.

 

IV

 

Ora, isto, esta tulha de letras

chamada literatura,

merecerá

que se perca a vida, preterindo

a luz sobre as montanhas, mergulhos

nos lagos gelados, os anos

à procura

sabe-se lá de quê, que talvez nunca ninguém

tenha

encontrado?

 

SOBRE O AUTOR

Pedro Eiras nasceu no Porto em 1975. Desde 2001, publicou obras de ficção (Bach, Cartas Reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro, A Cura), teatro (Um Forte Cheiro a Maçã, Uma Carta a Cassandra, Um Punhado de Terra, Bela Dona), ensaio (Esquecer Fausto, Tentações, Os Ícones de Andrei, Constelações, Platão no Rolls-Royce) e poesia (Inferno, Purgatório e Paraíso). Publicou vários livros em França, na Roménia, no Brasil. As suas peças de teatro foram encenadas e lidas em dez países. É professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

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