2021-05-06

O precursor das formas renascentistas na poesia espanhola

A Poesia Completa de Garcilaso de la Vega, com tradução, introdução e notas de José Bento

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A Poesia Completa de Garcilaso de la Vega foi um trabalho de tradução ciclópico que ocupou José Bento até aos seus últimos dias.

Recuperando o trabalho existente na antologia do autor publicada pela Assírio & Alvim nos anos 80, esta edição colmata as ausências desse projeto. A mais notória será, porventura, a formidável e longuíssima segunda écloga, que agora se inclui. Ler o «Príncipe dos Poetas Castelhanos» pela mão de José Bento é abrir uma porta direta para o Século de Ouro espanhol e respirar o ar da poesia na sua mais perfeita medida.

 

O livro estará disponível nas livrarias a 6 de maio.

 

«Diz-nos José Bento, socorrendo-se das palavras de Garcilaso, o que desejava alcançar na sua tradução: «[Boscán] foi, além disto, um tradutor muito fiel, porque não se amarrou ao rigor da letra, como fazem alguns, mas à verdade das sentenças e por diferentes caminhos pôs nesta língua toda a força e o ornamento da outra, e assim deixou tudo no seu lugar como o encontrou, e encontrou-o tal que com pouco trabalho poderiam os defensores deste livro responder aos que quisessem censurá-lo em alguma coisa.»

 

O autor

Poeta espanhol oriundo de Toledo, Garcilaso de la Vega nasceu em 1501 e virá a falecer em 1536, em Nice. O poeta nasce no seio de uma família nobre com ligações à Rainha Isabel, «a Católica», em plena época dos Descobrimentos. Tem uma educação prestigiada no estudo do latim e do grego, o que lhe permitirá a leitura dos clássicos, marcantes no seu conhecimento da poesia. De 1526 a 1529 viveu em Toledo com a corte de Carlos V e a sua família mas, em 1529, desembarca em Génova com a comitiva do imperador, para a coroação imperial pelo Papa em Bolonha. Aqui, Garcilaso de la Vega deixa-se enriquecer pelo Renascimento Italiano, que influenciará enormemente a sua poesia, a ponto de ser um dos responsáveis pela elegância das formas renascentistas na poesia espanhola. A paisagem de Toledo desenhada por Garcilaso de la Vega é povoada por belas ninfas e pastores melancólicos apaixonados, influência clara da luz renascentista de Botticelli. Em 1533, volta a Barcelona numa missão atribuída pelo vice-rei de Nápoles. Esteve pela última vez em Espanha no ano seguinte, vindo a morrer num campo de batalha em 1536.

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