25 dos 4

25 dos 4

ISBN: 978-972-37-0565-2
Edição/reimpressão: 04-1999
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78382
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SINOPSE

Quando pegam no jornal, muitos leitores vão com os olhos direitos ao cartoon. Lá diz o provérbio chinês: uma imagem vale mais que mil palavras. Neste caso, um simples desenho revela um acontecimento, de forma irónica e humorada. António, no "Expresso", Cid, em "O Independente", Maia, em a "Capital" e no "Semanário" e Vasco, no "Público", dispensam apresentações. Eles têm sido os mais assíduos e influentes cartoonistas desde o 25 de Abril, numa tradição de desenhadores da imprensa, que remonta a Bordalo, Leal da Câmara , Stuar, Abel Manta, Vilhena Uma dupla edição reúne, neste volume, com introdução de António Valdemar, 25 dos melhores cartoons de cada um destes quatro desenhadores, publicados na imprensa portuguesa desde o 25 de Abril (o outro volume, "CARTOONS DO ANO 1999, propõe os melhores cartoons dos mesmos autores, no ano de 1999, e tem uma introdução de António Barreto). Uma óptima ocasião para rememorar casos e protagonistas, imagens subtis, inteligentes, carregadas de humor, imagens que nos fizeram e fazem rir e pensar.

«Os 4 dos 25 acompanharam a transição para a democracia de uma sociedade conformista, de mediocridades frívolas, de um regime autoritário, habitado por fantasmas e no estertor da agonia "orgulhosamente só".
«Mas além do 25 de Abril e das alterações profundas que deram lugar a um Portugal diferente, - embora com uma classe política com os mesmos e com outros defeitos da anterior - os cartoonistas presentes neste livro também comentaram o que ocorreu no mundo: a "guerra das estrelas", o fundamentalismo islâmico, a "perestroika", a luta contra o "apartheid" e a discriminação racial. As contestações sindicais na Polónia, nos estaleiros de Gdansk, impulsionaram a derrocada da União Soviética e a queda do Muro de Berlim. Novas preocupações se acentuaram com a Comunidade Europeia, os desajustamentos de "Maastricht", a violência e a crueldade na Bósnia, a tortura e o morticínio em Timos-Leste.
«Tempo de novas calamidades: os resíduos tóxicos, a droga, a sida. Tempo de mudanças profundas no dia a dia: o computador, o telemóvel, o micro-ondas e os raios laser, o vídeo, o cartão multibanco e os computadores. Depois da confirmação de vaticínios de Júlio Verne no fim dos anos 60 com a chegada do Homem à Lua, as últimas décadas colocam-nos perante o universo da internet que também nos veio demonstrar que a "aldeia global" de McLuhan não é, afinal, uma utopia.
«Perdura nestas páginas a memória quase longínqua da intervenção activa de militares e civis, agitada por equívocos revolucionários, radicalismos utópicos, avanços de direita e divisões na esquerda. Curiosamente numerosos protagonistas desapareceram da ribalta. Hoje conseguem sobreviver graças a caricaturas e cartoons, entre os quais de deparam 25 dos 4, um olhar crítico não só do que se vê, mas do que se pensa enquanto vê.
«Uma coisa, porém, é certa: a sátira e o humor no desenho de Imprensa, que o 25 de Abril restituiu, ao prestígio da época áurea do séc. XIX e da I República, representou um contributo decisivo e uma tomada de consciência para as grandes questões nacionais e internacionais para repensar a democracia e construir um país novo.»
António Valdemar, na Introdução

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CRÍTICAS DE IMPRENSA

« (...) "25 dos 4" recolhe os melhores "cartoons" de António, Cid, Maia e Vasco concebidos e realizados nos últimos 25 anos, segundo os critérios dos próprios artistas. Ao todo, 100 obras de uma incontestável qualidade, "servidas" com humor e inteligência ao leitor num livro-bandeja que vale bem o preço pedido pelo editor. «Ao desfolhar as páginas da obra, a memória aviva-se com a evocação, mais subtil ou mais óbvia consoante os casos e os artistas, de momentos únicos do último quarto de século. Só por isso, por constituir um elemento de combate contra o esquecimento que o tempo instala na consciência de cada um de nós, o exercício da leitura desta obra vale a pena.» Carlos Pessoa, Público, 11/02/00

DETALHES DO PRODUTO

25 dos 4
ISBN: 978-972-37-0565-2
Edição/reimpressão: 04-1999
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78382
Idioma: Português
Dimensões: 247 x 290 x 16 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 128
Tipo de Produto: Livro

sobre Cid

Caricaturista, escultor, pintor e publicitário português, Augusto José Sobral Cid nasceu em 1941 no Faial (Horta), e morreu a 14 de março de 2019, em Lisboa.

No seu percurso escolar passou pelos colégios Infante Sagres e Moderno, em Lisboa, para além dos Estados Unidos da América, onde esteve em 1959 com uma bolsa de estudos, tendo frequentado o curso de Escultura da ESBAL (Escola Superior de Belas Artes de Lisboa).

As suas primeiras caricaturas (ou cartoons) conhecidas foram realizadas no final dos anos 50 do século XX, tendo participado no semanário humorístico A Parada da Paródia.

Durante a comissão militar prestada no leste de Angola entre 1966 e 1967 produziu uma série de caricaturas publicadas na Revista Militar de Luanda que, mais tarde, foram compiladas no livro Que se Passa na Frente?!! (editado pelo autor em fevereiro de 1974), onde Cid denuncia o nonsense que é a guerra.

No final dos anos 60 começou a ser notada a sua colaboração com "A Mosca", célebre suplemento do Diário de Lisboa, tanto ao nível da BD como da Caricatura, em paralelo com o seu trabalho de publicitário, área onde trabalhou durante dezoito anos na sua própria agência.

Depois do 25 de abril de 1974 colaborou em diferentes periódicos, como o República, o Novo Observador, O Século, a revista Vida Mundial, O Jornal Novo, A Tarde, O Dia, O Diabo, o Semanário, O Independente e as revistas Mundial e Focus. Durante 17 anos as suas caricaturas publicadas na capa do semanário O Diabo, dirigido por Vera Lagoa, fizeram as delícias dos seus leitores, sobretudo no período em que o general Ramalho Eanes foi Presidente da República (1976-1986).

No semanário O Independente apresentou uma personagem permanente, o CãoTraste, desde 1990, que o autor definiu como "o verdadeiro animal político" e que passava em revista os principais factos (sobretudo políticos) da semana.

Colaborou ainda com a revista desportiva Mundial, com a TVI (Televisão Independente) fazendo caricaturas diárias para os serviços noticiosos (1991-1993), sem esquecer o jornal Povo Livre e as campanhas do PSD (Partido Social Democrata), partido com o qual se identifica sem contudo deixar de criticar com apreciável independência.

Foi considerado o mais incómodo dos caricaturistas portugueses, tendo tido diversos livros apreendidos, nomeadamente os relacionados com o período após o 25 de novembro de 1975 (O Superman, Eanito el Estático e O Último Tarzan, editados pela Intervenção entre 1979 e 1980) e o caso Camarate (Camarate e Camarate: Como, Porquê e Quem), sem esquecer os processos judiciais que lhe moveram. O autor teve, sem complexos, "alvos de estimação", como sejam o general Ramalho Eanes e Francisco Pinto Balsemão, não se coibindo de fazer um humor com opinião própria, daí a irritação de muitos dos seus visados.

Foi uma das pessoas que mais energicamente quis saber toda a verdade acerca da morte dos ocupantes do avião que, a 4 de dezembro de 1980, se despenhou nos arredores de Lisboa, em Camarate, e que vitimou Francisco Sá Carneiro (primeiro-ministro), Adelino Amaro da Costa (ministro da Defesa) e comitiva.

O seu inconfundível traço fino e nervoso, com coloração a aguarela (influenciado pelo Cartoon inglês) está presente em dezenas de livros, merecendo referência a compilação dos melhores trabalhos que anualmente produziu, juntamente com António, Maia e Vasco, que com ele formaram os quatro magníficos da Caricatura nacional, sob o título de Cartoons do Ano (desde 1999).

Para além dos muitos livros de caricatura política, tem também trabalhos de caricatura publicitária, como os que fez para a Telecel e as seguradoras Lusitânia e Império.

Como escultor tem peças urbanas na avenida Gonçalves Zarco, em Lisboa (1995), no Aeroporto de Macau, na China (1997), na avenida dos EUA, em Lisboa (2001), em Oeiras e na Madeira (2003), para além de diversos troféus que realizou para a Associação do Cavalo Lusitano. Dedicou-se também à Pintura, tendo realizado algumas exposições.

Como caricaturista recebeu, entre outras distinções, o 1.º Prémio de Desenho Humorístico do Salão Nacional de Caricatura (1987), o Grande Prémio do I Salão Livre (1988), o Prémio CPPM - Humor e Património (1989), o Grande Prémio do Salão Nacional de Caricatura (1990), Grande Prémio do Salão Nacional de Caricatura (1994), o Prémio Nacional de Humor de Imprensa (1996) e o Prémio Stuart de Tira Cómica (2005).

Das muitas exposições em que participou, merecem destaque a retrospetiva de todo o seu trabalho (caricatura, escultura e publicidade), no Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa (1990) e "Augusto Cid - O Cavaleiro do Cartoon", no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, de que se editou um importante catálogo (2004).
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