Aracne

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avaliação dos leitores (2 comentários)
(2 comentários)
ISBN: 978-972-37-0951-3
Edição/reimpressão: 04-2004
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78082
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SINOPSE

Após «Duende» (galardoado com o Prémio D. Diniz — Fundação Casa de Mateus 2002), António Franco Alexandre regressa à escrita com «Aracne» de onde retirámos este poema:

É muito bonito o meu amigo de agora;
tem o mais belo pêlo da floresta,
e olhos onde brilha, em noite escura,
o faiscar do gelo nas alturas.
Demora-se a falar ao telefone
com a namorada, no vagar dos dias;
diz-lhe tudo o que faz, e pensa, e sente,
e ouve também, com ar inteligente,
as divertidas vidas que ela conta.
E há tantos episódios, desde o baile
dos mosquitos, no verão passado,
à recente soirée das sanguessugas,
que se distrai, e lento se espreguiça
ao sol, que lhe acentua as rugas.
Então eu subo pelo pêlo, e fico
a admirar tão sedosas harmonias;
no sussurro sem fios, que mal entendo,
colho o meu mel pequeno, e sou feliz.
(p. 8)

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CRÍTICAS DE IMPRENSA

"A qualidade «densamente musical» da poesia de Franco Alexandre (...) ecoa por todos os lados nesta sublime e prodigiosa Aracne, para mim o grande livro do ano. Partindo do Canto VI das Metamorfoses de Ovídio, é urdida uma trama poética ao mesmo tempo antiga e moderna, filosófica e emotiva, que nos enleia e deslumbra a cada nova leitura."
Frederico Lourenço, In Mil Folhas (Público), 02 de Janeiro de 2005

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

"fiz-me aranhiço, tão leve que uma leve brisa..."
Sofia Micalli | 2019-09-08
Em jeito de brincadeira, poderia dizer que este será o único aranhiço que permito que comigo coabite. António Franco Alexandre escreve com ironia, e este ARACNE, é um livro de poesia que nos surpreenderá a cada leitura que fizermos. Todos os livros de António Franco Alexandre são obrigatórios.
Actual
Tiago | 2019-06-26
Obra que reafirma António Franco Alexandre como uns dos grandes poetas contemporâneos portugueses. Um conceito e uma aplicação lírica que o tornam verdadeiramente actual.

DETALHES DO PRODUTO

Aracne
ISBN: 978-972-37-0951-3
Edição/reimpressão: 04-2004
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78082
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 205 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 56
Tipo de Produto: Livro
António Franco Alexandre é considerado um dos melhores poetas da sua geração. Nascido a 17 de Junho de 1944, em Viseu, estudou Matemática e Filosofia em França (Toulouse e Paris) e nos EUA (Harvard). É desde 1975 professor do departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estreou-se como poeta ainda na década de sessenta, mas é sobretudo a partir da publicação de "Sem Palavras nem Coisas" (1974) que a sua obra se afirmou, com um «discurso centralmente inovador» (Joaquim Manuel Magalhães), numa poesia que cruza diversas referências culturais.
Em 1996 reúne toda a sua poesia (com excepção do primeiro livro, "Distância") no volume "Poemas", e em Abril do ano passado publicou "Quatro Caprichos", a que acaba de ser atribuído o Prémio APE de Poesia 1999, tendo o poeta e crítico Fernando Pinto do Amaral, membro do júri que escolheu esta obra por unanimidade, salientado que «este livro representa uma renovação, um passo muito intenso em relação a livros anteriores e uma diferença na poesia portuguesa contemporânea, ao nível do estilo, do discurso.»
O poeta, em declarações ao jornal "Público" depois de saber a notícia, dizia que «o livro foi concebido como uma experiência» e que «não sabe qual é a sua família [poética, contemporânea], se ela existe [mesmo]», acrescentando ainda que os textos bíblicos são a sua maior influência. E que se sente próximo de Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge e Hélder Moura Pereira, com quem publicou em 1976 um livro colectivo, intitulado "Cartucho", mas logo avisa:«não sei se eles ainda se sentem próximos de mim...».
Jorge Gomes de Miranda, poeta e crítico literário, referia-se ao livro nestes termos, no balanço literário do ano de 1999, no suplemento "Leituras", do jornal "Público": «Em "Quatro Caprichos" (...) reverberam forças que deixam no mundo um pouco mais de medo, caos, assombro e mistério do que aquele que existia antes.»
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