Cadernos do Subterrâneo

Cadernos do Subterrâneo

ISBN:978-972-37-0621-5
Edição/reimpressão:04-2000
Editor:Assírio & Alvim
Código:78408
ver detalhes do produto
12,00€I
-10%
COMPRAR
-10%
12,00€I
COMPRAR
I10% DE DESCONTO EM CARTÃO
IEsgotado ou não disponível.

SINOPSE

Um dos maiores escritores russos, autor de algumas das mais conhecidas obras da literatura mundial, Fiódor Dostoiévski, surge em português numa nova tradução, agora directamente do original russo, de "Cadernos do Subterrâneo", uma das obras mais perturbadoras do seu universo, escrita antes de "Crime e Castigo", e no dizer de George Steiner um dos textos mais marcantes, em termos formais, para a modernidade literária..

"Cadernos do Subterrâneo" foi publicado pela primeira vez numa revista, em 1864, e tem duas partes: a primeira("O Subterrâneo"), é um longo e violento monólogo "teatral" onde o narrador se apresenta como um homem doente, mau e repulsivo, sendo ao mesmo tempo censor e vítima, humilhado e ofendido, humilhando-se cada vez mais, até à degradação; na segunda parte ("Por Motivo da Neve Húmida"), é o herói que é colocado em acção e confronta o seu ego diminuído com as franjas da sociedade que vai encontrando.

" "Estranho, áspero e louco", assim definiu Dostoiévki o tom de "Cadernos do Subterrâneo", uma das obras mais perturbantes de sempre, destinada a deixar marcas e a semear ecos no tempo. (...)
" A tradução (de Nina e Filipe Guerra) agora proposta tenta ser "o mais próxima possível do original russo". O autor escrevia a uma velocidade impressionante, ameaçado por prazos e dificuldades económicas, aterrorizado pela censura. Chegava mesmo a não ter tempo para rever o texto que ditava à dactilógrafa. A sua prosa é muitas vezes descuidada e contraditória, prevalecendo a força dramática sobre o formalismo linguístico. Nina Guerra e Filipe Guerra tentam apresentar ao leitor português a linguagem crua e tensa de Dostoiévki, ao contrário de muitas traduções francesas que pretendem retocar literariamente os deslizes de um estilo rápido e sincopado. "Cadernos do Subterrâneo", na sua vertiginosa espiral dramática, é um excelente exemplo dessa força."
Clara Rowland, Público, suplemento "Mil Folhas"
Ver Mais

DETALHES DO PRODUTO

Cadernos do Subterrâneo
ISBN:978-972-37-0621-5
Edição/reimpressão:04-2000
Editor:Assírio & Alvim
Código:78408
Idioma:Português
Dimensões:135 x 210 x 13 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:192
Tipo de Produto:Livro
Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 30.10.1821 - S. Petersburgo, 28.01.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de caráter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a atividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exatidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a conceção da pena como redentora por meio da dor.
Ver Mais

Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de navegação. Ao navegar estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade. Tomei conhecimento e não desejo visualizar esta informação novamente.

OK