Lágrimas e Suspiros seguido de Persona e de Dependência

Lágrimas e Suspiros seguido de Persona e de Dependência

ISBN: 978-972-37-0722-9
Edição/reimpressão: 04-2002
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78459
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SINOPSE

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Não é necessário ter visto os filmes de Bergman para sentir prazer em ler estes argumentos, cuja história se desenrola como uma "linha melódica simples", com os seus tempos fortes, deixando de lado o pormenor da montagem.
Persona, que põe em cena a actriz Elisabet Vigler e a enfermeira Alma que a trata de uma depressão nervosa e tenta obrigá-la a sair do silêncio em que se fechou, Dependência, onde vemos Karin presa entre o amante e a vida conjugal, Lágrimas e Suspiros onde três irmãs, das quais uma morre de cancro, se reúnem na casa familiar com a criada Anna, figuram entre as obras primas de uma arte que cristaliza "o desejo de quebrar o isolamento e a distância". Tensões, paixões, confrontos, tormentos, povoam o mundo de Bergman que nos oferece nestes textos um pouco de si próprio. Por isso ele escreve a propósito do vermelho dos cenários de Lágrimas e Suspiros: "Não me perguntem por que é que tem que ser assim", mas logo acrescenta que a ideia talvez lhe venha de longe, da infância, e que essa cor sempre representou para ele " o interior da alma". Cinema, escrita: dois meios de expressão. Bergman tem consciência de que as palavras jamais conseguirão traduzir na íntegra o que se passa num filme. "É por isso que eu ofereço ao leitor um texto muito sumário, um criptograma, que, na melhor das hipóteses, pode fazer vibrar a imaginação e a reflexão de cada um." Uma tal modéstia só serve para acentuar a evidência do resultado conseguido.
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DETALHES DO PRODUTO

Lágrimas e Suspiros seguido de Persona e de Dependência
ISBN: 978-972-37-0722-9
Edição/reimpressão: 04-2002
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78459
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 210 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de Produto: Livro
Ingmar Bergman nasceu em Upsala, na Suécia, em 1918, filho de um pastor luterano de moral rígida - e que desde muito cedo foi pastor numa importante paróquia de Estocolmo - e de uma mãe dominadora. Criança enfermiça, de imaginação excessiva, Bergman tentou furtar-se, logo que pôde, ao jugo familiar. Consagra-se ao teatro universitário nos anos de 1937 a 1940 e é encarregado pela SF (Svensk Filmindustri) de reescrever argumentos. O seu primeiro argumento original, Tormentos, será rodado em 1944 por Alf Sjoberg, e ele próprio realiza o seu primeiro filme, Crise, em 1945. Foi director do Teatro Municipal de Helsinborg (1944-1945), depois encenador nos teatros de Goteborg (1946-1949), de Malmoe (1953-1960) e, finalmente, no Teatro Dramático de Estocolmo, o teatro nacional sueco, do qual acabaria por se tornar director, entre 1963 e 1966.

Continuando a trabalhar no teatro, filma de preferência no verão, obras como: A Prisão (1948-1949), Monika ou o Desejo (1952), A Noite dos Feirantes (1953), Sorrisos de uma Noite de Verão (1955) - que obtém o Prémio especial do Júri no Festival de Cannes em 1956 - O Sétimo Selo (1956), O Rosto (1958), Através do Espelho (1961), Os Comungantes (1961-1962), O Silêncio (1962), Persona (1965), Gritos e Murmúrios (1971), uma série impressionante de filmes que contêm a sua marca muito pessoal e praticamente todos escritos pelo seu punho. O seu primeiro grande trabalho para a televisão, Cenas da Vida Conjugal (1972), fascina toda a Suécia; desse trabalho foi feita uma versão para cinema em 1974, ao mesmo tempo que Bergman rodava para a televisão a ópera de Mozart, A Flauta Mágica, a que se seguiu Face a Face (1975).

Na sequência de um conflito com o fisco, inutilmente transformado em caso judicial pelas autoridades, Bergman abandona temporariamente a Suécia e instala-se em Munique onde roda O Ovo da Serpente (1976), e depois Da Vida das Marionetas (1979-1980). Na Noruega filma Sonata de Outono (1977). Regressado à Suécia, filma Fanny e Alexandre (1981-1982; obteve seis nomeações para os Óscares de Hollywood e venceu quatro, o que é pouco comum num filme não falado em inglês), que será, anuncia na altura, a sua última criação para o cinema. No entanto, fará ainda alguns trabalhos para a televisão, dos quais Depois do Ensaio (1983) e um pequeno filme consagrado às fotografias feitas a sua mãe, O Rosto de Karin (1986). Continua a trabalhar no teatro como encenador.

Em 1987 publica um ensaio autobiográfico, Lanterna Mágica, seguido, em 1990, de uma análise dos seus filmes: Imagens. Escreve finalmente o romance-argumento As Melhores Intenções, consagrado à vida de seus pais; não é ele quem acaba por realizar esta série para a televisão, mas o realizador dinamarquês Bille August, que obterá, com o filme que foi feito da série, a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1992.

Ingmar Bergman habita actualmente na pequena ilha sueca de Faro, onde vive em quase reclusão, desde a morte da mulher, Ingrid. O actor sueco Erland Josephson, que participou em vários dos seus filmes, é o seu contacto mais regular, mas por telefone. O realizador/encenador/argumentista tem-se dedicado a escrever e encenar peças teatrais ou argumentos para outros filmarem, como foi o caso de "Faithless / Infidelidade", dirigido pela sua actriz-fétiche e também ex-mulher, Liv Ullman, e que estreou no ano passado em Portugal.

Recentemente, dirigiu a peça "Maria Stuart", de Friedrich Schiler. Anuncia-se para Setembro deste ano a rodagem de um filme para televisão, com o título provisório de Anna, que contará com a participação de Liv Ullman e consiste em dez diálogos interligados, recuperando as personagens de Johan e Marianne do clássico "Cenas de um Casamento", que realizou há 30 anos.

Como atrás se disse, o realizador tinha decidido deixar de filmar após a conclusão de "Fanny e Alexandre", mas reconsiderou quando traduzia a peça "Espectros", do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. Este novo filme vem responder a um desejo inesperado de voltar à realização, e Bergman disse em entrevista ter-se sentido como "Sara, a mulher de Abrãao que se vê grávida na velhice" ao ser dominado por um desejo "estarrecedor e instigante" de voltar a filmar.
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