Uma Fábula

Uma Fábula

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ISBN:978-972-37-0657-4
Edição/reimpressão:04-2001
Editor:Assírio & Alvim
Código:78427
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SINOPSE

Cada novo livro de António Franco Alexandre (n. 1943) tem a capacidade de nos surpreender. Fora assim com "Quatro Caprichos", é também assim agora com "Fábula". E se do anterior resta neste uma espécie de diálogo entre os vários monólogos, digamos assim, que constituem "Fábula" ("Poema simples", "Duplo", "Eco" e "Epitímio"), a métrica e rima da primeira destas sequências criam uma cadência musical que muito difere do livro anterior. Podemos então falar de um longo poema, uma "fábula" humana que discorre e pensa o amor, a vida, o tempo, a linguagem, e também as viagens, as leituras, etc..

« António Franco Alexandre (...) tem sabido alargar e aprofundar uma linguagem própria, configurando ao mesmo tempo um dos mais singulares universos da poesia portuguesa contemporânea (...).»
Fernando Pinto do Amaral, Público, "Mil Folhas"

"Pudesse eu agora ingenuamente dizer ‘amo-te’ e
ser ouvido pelo ouvido humano da tua boca
não como quem pede mas como quem traz
um desconhecido até à mesa posta
para connosco celebrar a saída de egipto
voltaria a juventude de outrora até ao lume claro
do teu rosto; mas, desse lado da vida, vês
somente a pele antiga que se dobra em rugas
e vai pelas ruas interrogando os passante
como um provérbio em línguas estrangeiras...
Em Fürstgraben 16 escrevias o ensaio
‘ética da fantasia’, com os comboios parados
em estações desertas, ou a meio da planície cinzenta
sob o céu do inverno. Ouvias continuamente
os pequenos sinais do tamagochi,
todo o silêncio do mundo cabia
na palma da mão, como o inócuo pesadelo
da fantasia fina. Entendias de terra e de árvores
e de gente; rias, citando hamann: ‘a minha rude
imaginação não imagina pensadores sem genitalia’,
e nesta minha condição já só o medo esconde
a dor miúda, o parco sofrimento;
não mais serás amado, daquele amor inteiro
com que se escolhe, numa montra, um bicho
doméstico que nos acompanhe em lentas horas;"

excerto de "Fábula"
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Extraordinariamente Belo
Nanda |2014-06-27
cada página é uma surpresa. fala-nos de identidade ("somos todos mera fábula") e da angustia emotiva, do amor e da falta dele ("como posso agora começar a falar-te?ninguém melhor conhece o amor, e o desprezo do amor").

DETALHES DO PRODUTO

Uma Fábula
ISBN:978-972-37-0657-4
Edição/reimpressão:04-2001
Editor:Assírio & Alvim
Código:78427
Idioma:Português
Dimensões:146 x 205 x 6 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:80
Tipo de Produto:Livro
António Franco Alexandre é considerado um dos melhores poetas da sua geração. Nascido a 17 de Junho de 1944, em Viseu, estudou Matemática e Filosofia em França (Toulouse e Paris) e nos EUA (Harvard). É desde 1975 professor do departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estreou-se como poeta ainda na década de sessenta, mas é sobretudo a partir da publicação de "Sem Palavras nem Coisas" (1974) que a sua obra se afirmou, com um «discurso centralmente inovador» (Joaquim Manuel Magalhães), numa poesia que cruza diversas referências culturais.
Em 1996 reúne toda a sua poesia (com excepção do primeiro livro, "Distância") no volume "Poemas", e em Abril do ano passado publicou "Quatro Caprichos", a que acaba de ser atribuído o Prémio APE de Poesia 1999, tendo o poeta e crítico Fernando Pinto do Amaral, membro do júri que escolheu esta obra por unanimidade, salientado que «este livro representa uma renovação, um passo muito intenso em relação a livros anteriores e uma diferença na poesia portuguesa contemporânea, ao nível do estilo, do discurso.»
O poeta, em declarações ao jornal "Público" depois de saber a notícia, dizia que «o livro foi concebido como uma experiência» e que «não sabe qual é a sua família [poética, contemporânea], se ela existe [mesmo]», acrescentando ainda que os textos bíblicos são a sua maior influência. E que se sente próximo de Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge e Hélder Moura Pereira, com quem publicou em 1976 um livro colectivo, intitulado "Cartucho", mas logo avisa:«não sei se eles ainda se sentem próximos de mim...».
Jorge Gomes de Miranda, poeta e crítico literário, referia-se ao livro nestes termos, no balanço literário do ano de 1999, no suplemento "Leituras", do jornal "Público": «Em "Quatro Caprichos" (...) reverberam forças que deixam no mundo um pouco mais de medo, caos, assombro e mistério do que aquele que existia antes.»
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