Desenhos a Lápis com Fala - Amar um Cão

Desenhos a Lápis com Fala - Amar um Cão

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ISBN:978-972-37-1252-0
Edição/reimpressão:02-2008
Editor:Assírio & Alvim
Código:78786
Coleção:Arrábido
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SINOPSE

Jade foi abandonado pela mãe num medronheiro. Um dis, uma criança encontra-o e adopta-o. Jade torna-se o seu único companheiro de brincadeiras (no Jardim da Estrela e na praia) e, em troca, a criança ensina-o a ler. Um dia, Jade desaparece, mas a criança continua a conseguir vê-lo.
reúnem-se neste livro a escrita de Maria Gabriela Llansol e os desenhos de Augusto Joaquim feitos sobre o texto Amar um Cão.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Um livro singular
J. |2015-05-07
Um livro singular, para quem conhece a gosta do estilo de Llansol. Uma escrita poética, rítmica, onde os espaços entre as palavras ganham a dimensão igual às próprias palavras. Uma história de amizade entre a menina/mulher e Jade, o cão. Para quem gosta de histórias, de animais e, principalmente, se questiona e questiona o sentido da vida e da morte.

DETALHES DO PRODUTO

Desenhos a Lápis com Fala - Amar um Cão
ISBN:978-972-37-1252-0
Edição/reimpressão:02-2008
Editor:Assírio & Alvim
Código:78786
Coleção:Arrábido
Idioma:Português
Dimensões:160 x 219 x 8 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:96
Tipo de Produto:Livro
Escritora portuguesa de ascendência espanhola, nascida no ano de 1931 em Lisboa. Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas, tendo trabalhado em áreas relacionadas com problemas educacionais. Em 1965, abandonou Portugal para se fixar na Bélgica. Regressou há alguns anos a Portugal. Considerada uma autora cuja escrita é hermética e de difícil inteligibilidade para o leitor comum, é, no entanto, apontada por muitos como um dos nomes mais inovadores e importantes da ficção portuguesa contemporânea. A sua carreira literária iniciou-se com Os Pregos na Erva (1962), obra que inaugurou uma nova forma de escrever, embora estruturalmente se assemelhe a um livro de contos. Publicou de seguida Depois de os Pregos na Erva (1972), O Livro das Comunidades (1977), A Restante Vida (1983), Na Casa de Julho e Agosto (1984), Causa Amante (1984), Contos do Mal Errante (1986), Da Sebe ao Ser (1988), Um Beijo Dado Mais Tarde (1990), com evidentes ressonâncias autobiográficas, Lisboaleipzig 1: O Encontro Inesperado do Diverso (1994), Lisboaleipzig 2: O Ensaio de Música (1995), Ardente Texto Joshua (1998) e Onde Vais Drama Poesia? (2000).
No caso de Maria Gabriela Llansol dificilmente se podem aplicar designações tradicionais como conto, romance ou mesmo diário. Apesar de se detetarem elementos tradicionais da narrativa, as suas obras, mais do que narrativas, são conjuntos de pequenos quadros e meditações. A ação localiza-se geralmente na Alemanha ou em regiões próximas, nos primórdios do Renascimento, num ambiente fantástico em que à volta de Copérnico, Isabol ou Hadewijch se movimentam personagens inspirados em pensadores místicos como San Juan de la Cruz e Eckhart e filósofos como Nietzsche e Espinosa.
Os diários Um Falcão em Punho (1985), considerado o ponto de viragem no que toca à cada vez maior inteligibilidade da sua escrita, e Finita (1987), distinguem-se das obras ficcionais pela sua aparente ordenação cronológica e pelas reflexões sobre a conceção materialista em que se baseia a mística e a poética da autora.
Um dos traços mais marcantes de toda a sua produção consiste na constante negação da escrita representativa, com inserção no texto de diferentes caracteres tipográficos, espaços em branco, traços que dividem o texto, perguntas de retórica, aspetos que contribuem para a sensação de estranheza que os seus textos provocam.
Levando às últimas consequências a criação de um universo pessoal que desde os anos 60 não tem paralelo na literatura portuguesa, a obra de Maria Gabriela Llansol faz estilhaçar as fronteiras entre o que designamos por ficção, diário, poesia, ensaio, memórias, etc.
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