Diário

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SINOPSE

Foi novamente como se a Vida, com todos os seus segredos, estivesse próxima de mim, como se eu a pudesse tocar… E ali sentia-me imensamente segura e protegida. E pensei: «Como isto é estranho. É guerra. Há campos de concentração. Pequenas crueldades amontoam-se por cima de pequenas crueldades. Quando caminho pelas ruas, sei que, em muitas das casas por onde passo, há ali um filho preso, e ali um pai refém, e ali têm de suportar a condenação à morte de um rapaz de dezoito anos.» E estas ruas e casas ficam perto da minha própria casa.
Sei do grande sofrimento humano que se vai acumulando, sei das perseguições e da opressão… Sei de tudo isso e continuo a enfrentar cada pedaço de realidade que se me impõe. E num momento inesperado, abandonada a mim própria — encontro-me de repente encostada ao peito nu da Vida e os braços dela são muito macios e envolvem-me, e nem sequer consigo descrever o bater do seu coração: tão fiel como se nunca mais findasse… [Etty Hillesum, Diário]
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Reedição muito bem vinda
Fátima Valente | 2020-04-29
Dos melhores livros que já li, muito bem traduzido. Diz Etty no Diário (3 Julho 1942): "tenho de viver a minha vida tão bem e tão completa...até ao meu derradeiro suspiro, para que o que vem a seguir a mim não precise de começar de novo nem tenha as mesmas dificuldades".

DETALHES DO PRODUTO

Diário
ISBN: 978-972-37-2104-1
Edição/reimpressão: 03-2020
Editor: Assírio & Alvim
Código: 79189
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 344
Tipo de Produto: Livro
Etty Hillesum (15 de janeiro de 1914 – 30 de novembro de 1943), nascida em Middelburg (Países Baixos), foi autora de diários e cartas confessionais que descrevem o seu despertar espiritual e as perseguições aos judeus em Amesterdão durante a ocupação alemã. Originária de uma família judia, Etty estudou Direito e línguas eslavas na universidade de Amesterdão. A obra de Rilke e de clássicos da literatura russa como Lérmontov, Tolstói e Dostoiésvski, assim como o pensamento de Santo Agostinho, tiveram grande influência no desenvolvimento do seu mundo interior. Em 1942, trabalhou como voluntária no campo de concentração de Westerbork e em setembro de 1943 foi deportada para Auschwitz, onde acabaria por morrer, assim como vários membros da sua família. Os diários e cartas de Etty Hillesum foram publicados pela primeira vez na Holanda em 1981 e traduzidos para dezenas de línguas.
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