Estilhaços e Cesariny

Estilhaços e Cesariny

Mário Cesariny, Adolfo Luxúria Canibal
avaliação dos leitores (1 comentários)
(1 comentários)
ISBN:978-972-37-1618-4
Edição/reimpressão:01-2012
Editor:Assírio & Alvim
Código:79268
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SINOPSE

Poemas deMário Cesariny e Adolfo Luxúria Canibal ditos por este último, numa edição em parceria com a Fundação Cupertino deMiranda, onde Adolfo Luxúria Canibal interpreta três poemas seus e cinco poemas de Mário Cesariny, acompanhado musicalmente por António Rafael (pianos, teclados e programações), Henrique Fernandes (contrabaixo eléctrico) e Jorge Coelho (guitarra eléctrica).
Esta edição é enriquecida com fotografias de Nuno Moreira, bem como pela reprodução de algumas obras deMário Cesariny, nomeadamente duas sismofiguras de 1948.
Contém um CD com 52‘02"
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«[…] ao substituir no título Adolfo por Estilhaços, talvez para evitar a redundância do seu nome próprio enquanto autor e performer, cria um poderoso efeito de aglutinação do nosso grande surrealista à imagem da poesia como deflagração, ou “estilhaço”, que Adolfo reivindica como seu efeito de assinatura, imagem já ela de procedência pelo menos Dada. […] Estilhaços e Cesariny coroa década e meia do modelo dominante de dizer poesia em Portugal [… e] revela uma leitura profunda e inteligente dos poemas de Cesariny.»
Osvaldo Manuel Silvestre, Público

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Luxúria Canibal
Diogo Gonçalves |2018-10-02
Bom livro, o CD então é a cereja no topo do bolo, gosto imenso da forma como Luxúria Canibal declama e musicaliza a poesia.

DETALHES DO PRODUTO

Estilhaços e Cesariny
de Mário Cesariny, Adolfo Luxúria Canibal
ISBN:978-972-37-1618-4
Edição/reimpressão:01-2012
Editor:Assírio & Alvim
Código:79268
Idioma:Português
Dimensões:149 x 212 x 13 mm
Encadernação:Capa dura
Páginas:64
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
Poeta, autor dramático, ficcionista, crítico, ensaísta, tradutor e artista plástico português, nasceu a 9 de Agosto de 1923, em Lisboa, e morreu a 26 de Novembro de 2006, também naquela cidade.
Depois de ter estudado no Liceu Gil Vicente, entrou para Arquitectura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou o primeiro ano, e mudou depois para a Escola de Artes Decorativas António Arroio. Depois de ter frequentado esta escola, prosseguiu estudos de belas-artes em Paris, tendo, ainda, estudado música com o compositor Fernando Lopes Graça.
Figura maior do surrealismo português, a influência que viria a exercer sobre as gerações poéticas reveladas nas décadas posteriores aos anos 50, período durante o qual publicou alguns dos seus títulos mais significativos, ainda não foi suficientemente avaliada. Promoveu a técnica conhecida por "cadáver esquisito", que consistia na elaboração de uma obra por um grupo de pessoas, num processo em cadeia criativa, na qual cada uma dava seguimento à criatividade da anterior, resultando numa espécie de colagem de palavras, a partir apenas de um acordo inicial quanto à estrutura frásica.
Colaborou em várias publicações periódicas como Jornal de Letras e Artes e Cadernos do Meio-Dia, entre outras. Começou por se interessar pelo movimento neo-realista - ainda que essa breve incursão não tenha ultrapassado mais que uma postura irónica e paródica, firmada em Nicolau Cansado Escritor - para, em 1947, regressado de Paris, onde frequentou a Academia de La Grande Chaumière e onde conheceu André Breton, fundar o movimento surrealista português.
A sua postura polémica na defesa de um surrealismo autêntico levou-o, porém, a deixar o grupo no ano seguinte, para criar, com Pedro Oom e António Maria Lisboa, o grupo surrealista dissidente.
Como um dos principais críticos e teóricos do movimento surrealista, manteve ao longo da sua carreira inúmeras polémicas literárias, quer contra os detractores do surrealismo quer contra os que, na prática literária, o desvirtuavam.
A sua obra poética começou por reflectir, em Corpo Visível ou Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano, o gosto pela observação irónica da realidade urbana que, fazendo-se eco de Cesário Verde, constitui ainda uma fase pouco significativa relativamente a volumes próximos da prática surrealista como Manual de Prestidigitação. Aí, a mordacidade e o absurdo, o recurso ao insólito, aliados a uma discursividade que raramente envereda por um nonsense radical, como ocorre na obra de António Maria Lisboa, permitem estabelecer, como nenhum outro autor da década de 50, um ponto de equilíbrio entre o primeiro modernismo e a revolução surrealista.
No domínio do teatro, em Um Auto Para Jerusalém, pastiche de um conto de Luís Pacheco, revela a influência de Pirandello ou da prática teatral de Alfred Jarry. No fim da década de 60 e início de 70, Mário de Cesariny encetou um trabalho de reposição da verdade histórica do movimento surrealista, coligindo os seus manifestos, editando a obra poética inédita de alguns dos seus representantes, e dando ao prelo textos seus datados do período de maior envolvimento com a teoria e prática do surrealismo, como 19 Projectos de Prémio Aldonso Ortigão seguidos de Poemas de Londres (1971), ou Primavera Autónoma das Estradas (1980) ou o romance Titânia (1977).
Em 2005, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, entregue pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, e, em Novembro desse mesmo ano, foi galardoado com o Grande Prémio Vida Literária, uma homenagem à sua notável contribuição para a literatura portuguesa.
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