Limiar dos Pássaros

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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

«Limiar dos Pássaros» foi publicado, pela primeira vez, em 1976, e divide-se em três partes: «Limiar dos Pássaros», «Verão sobre o Corpo» — um conjunto de textos em prosa — e «Rente à Fala». Estas partes estruturam o livro e estabelecem entre si uma continuidade que permite associá-las musicalmente a três andamentos de uma mesma obra. Por outro lado, os temas presentes neste livro estabelecem, também eles, uma continuidade com os livros anteriores, embora surja aqui uma tonalidade melancólica nova na sua obra.

Como escreve Pedro Eiras, no seu prefácio a esta edição, este é um «Livro áspero, de paraísos perdidos. Cito, quase ao acaso. De «Limiar dos pássaros», primeiro andamento do livro — ou extenso poema ininterrupto: «A corrosiva música das vogais que te devora / o silêncio do muro / às vezes quase azul / o verão afinal onde o ar é mais duro». De «Verão sobre o corpo», segundo andamento, em prosa: «esta noite entre as pernas o ritual não será lábio a lábio nas paredes húmidas dos flancos introduzirei uma pequena variante oh bem pequena repara nesta agulha cravá-la-ei devagar nesses olhos onde contemplo». E de «Rente à fala», terceira e última parte, trinta breves poemas numerados: «2. Entre a memória e a ruína do olhar / em qualquer parte esquecido o sabor / da mão sobre o ombro vendo cintilar / a pedra o tempo só de arder / o vento a memória em ruína o olhar».
Eis o paraíso perdido no tempo: corrosão, devoração, dureza das coisas, o cegar dos olhos (do outro? de si próprio, como Édipo?) e a «ruína do olhar». Não é fácil dizer qual barbárie gera, neste tempo, a mortalidade das coisas; e se estes poemas sugerem a existência de uma história pessoal, anterior ao texto, história amorosa ou filial, profundamente encriptada e secreta, disso nada saberemos, nem importa. Importam, sim, as ruínas do tempo, obsessivas: ruínas do paraíso.»
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DETALHES DO PRODUTO

Limiar dos Pássaros
ISBN: 978-972-37-1793-8
Edição/reimpressão: 10-2014
Editor: Assírio & Alvim
Código: 79327
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Poesia
Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de atividade poética. Revelou-se em 1948, com As Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro. Os seus livros foram traduzidos em muitos países e ao longo da sua vida foi distinguido com inúmeros prémios, entre eles o Prémio Camões, em 2001. Morreu a 13 de junho de 2005 no Porto, cidade que o acolheu mais de metade da sua vida.
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