Seta de Fogo

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avaliação dos leitores (1 comentários)
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ISBN: 978-972-37-0234-7
Edição/reimpressão: 04-1989
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78226
Coleção: Gato maltês
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SINOPSE

A personalidade de Santa Teresa de Jesus tinha duas faces, que se uniam para formar o seu rosto único: uma nascida da oração e da contemplação (a que correspondem os poemas de arrebatado misticismo), e a que se foi moldando nos tormentosos caminhos dos homens, onde se lançou por amor dos outros, sem o qual aquela oração e aquela contemplação nada seriam (que deu os poemas humildes escritos para servir os seus conventos). Se lembrarmos isto, ficaremos certos que ler os seus poemas não é vão, pois tudo o que é obra de um espírito como o da extraordinária carmelita participa da sua grandeza.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Por vezes vêm essas ânsias, e lágrimas, e suspiros, e os grandes ímpetos que já disse (que tudo isto parece que procede do nosso amor com grande sofrimento, mas tudo não é nada comparado com esta outra coisa, porque esta parece um fogo que lança fumo e pode suportar-se, embora sofrendo); andando assim esta alma a abrasar-se em si mesma, acontece muitas vezes por um pensamentomuito leve ou por uma palavra que ouve de que demora omorrer, vir de algures—não se entende de onde nem como—um golpe, ou como se viesse uma seta de fogo (não digo que seja uma seta,mas seja o que for, vê-se claramente que não podia proceder da nossa natureza; tão-pouco é um golpe, embora eu lhe chame golpe; fere mais profundamente, e não é onde se sentem cá as dores — parece-me —, mas no mais fundo e íntimo da alma), onde este raio, que num instante atravessa tudo o que acha de terreno na nossa natureza e o deixa feito em pó, que enquanto dura é impossível ter presente seja o que for do nosso ser; pois nummomento ata as potências demaneira que não ficam com nenhuma liberdade para nada, senão para o que lhe há-de aumentar esta dor.»

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Poesia mistico-erótica
Maria Teresa Meireles | 2015-11-11
À semelhança do CÂntico dos CÂnticos, a poesia de Santa Teresa d'Ávila remete para ambientes físicos, apesar de ser toda ela sobre a alma e o espírito. O título, a clássica escultura escolhida para a capa criam e recriam o contexto. De uma grande beleza numa excelente edição/tradução.

DETALHES DO PRODUTO

Seta de Fogo
ISBN: 978-972-37-0234-7
Edição/reimpressão: 04-1989
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78226
Coleção: Gato maltês
Idioma: Português, Espanhol
Dimensões: 115 x 185 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de Produto: Livro
"Santa Teresa de Jesus nasceu em Ávila em 28 de março de 1515. Seus pais gozavam de uma situação económica desafogada pela posse de terras e pelo comércio. Pelo lado paterno, descendia de judeus conversos. (...) Apesar da oposição do pai, Santa Teresa ingressou no convento carmelita da Encarnação de Ávila em 1535, tomou o hábito no ano seguinte e professou em 1537. Pouco depois sofreu uma doença até 1542, ano em que se iniciou uma crise espiritual que durou até à quaresma de 1554. Deu-se então nela uma completa transformação, a partir da qual não cessa de avançar espiritualmente através de experiências místicas extraordinárias.
Em 1560 resolveu empreender a reforma da sua Ordem, no que, desde o início, deparou com uma forte oposição. A sua vida decorreu num contínuo aperfeiçoamento espiritual e numa atividade incansável de reformadora e fundadora de conventos, (...) para o que teve de efetuar viagens constantes. (...)
Para lá de toda esta atividade, ainda escreveu livros em que se revela uma escritora genial: 'Libro de la Vida' (a primeira versão em 1562, a segunda estava pronta em fevereiro de 1568); 'Camino de perfección' (escrito de 1562 a 1564); 'Moradas del castillo interior' (escrito em 1577); 'Libro de las fundaciones' (iniciado em 1573 e continuado em 1574 e, depois, à medida que ia fundando conventos), além de outros escritos menos extensos. Como medida final do sofrimento que suportou para aumentar e dignificar o Carmelo, ficaram as últimas visitas que fez a dois conventos da sua Ordem, o de Valladolid e o de Medina del Campo: em ambos foi muito mal recebida pelas prioras; para cúmulo, a do primeiro era uma sua sobrinha, e no segundo nem comida lhe deram para o caminho, o derradeiro que fez, já muito doente, para Alba de Tormes, onde morreu poucos dias após lá ter chegado, em 4 de outubro de 1582."
José Bento
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