Um Arco Singular

Um Arco Singular

avaliação dos leitores (2 comentários)
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ISBN:978-972-37-1544-6
Edição/reimpressão:10-2010
Editor:Assírio & Alvim
Código:79019
Coleção:Arrábido
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SINOPSE

«a primeira imagem do Diário não é, para mim, o repouso na vida quotidiana, mas uma constelação de imagens, caminhando todas as constelações umas sobre as outras. Qualquer aprendiz imagético, quando sobe ao meu quarto e atravessa o meu escritório, tem o sentimento de que "um belo lixo de imagens se criou aqui". Se for menos inocente dirá: «que belo luxo de imagens». Eu diria: aqui está a raiz de qualquer livro.»
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Acesso à oficina de escrita de uma das maiores escritoras portuguesas
Luiz M. |2018-10-23
Este livro reúne cuidadosamente textos dispersos em cadernos manuscritos do espólio de Llansol. Com a leitura, temos acesso a uma pluralidade de fragmentos que atravessaram os anos de 1977 e 1978, período em que a escritora morava na Bélgica, e acompanharam a vida no vilarejo de Jodoigne, o trabalho na cooperativa de estrangeiros e escrita dos livros A Restante Vida e Na Casa de Julho e Agosto. Cabe ressaltar ainda a clareza dos critérios de transcrição adotados na edição.
um livro singular
Maria Teresa Meireles |2014-11-15
ou melhor: a singularidade de uma escritora. Maria Gabriela Llansol escreve de forma labiríntica, criando um universo único onde se move. Neste seu Livro de Horas II, Diário, podemos conhecer (ou, pelo menos, vislumbrar) esse universo e acompanhar a escritora em fragmentos exemplares.

DETALHES DO PRODUTO

Um Arco Singular
ISBN:978-972-37-1544-6
Edição/reimpressão:10-2010
Editor:Assírio & Alvim
Código:79019
Coleção:Arrábido
Idioma:Português
Dimensões:147 x 205 x 21 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:288
Tipo de Produto:Livro
Escritora portuguesa de ascendência espanhola, nascida no ano de 1931 em Lisboa. Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas, tendo trabalhado em áreas relacionadas com problemas educacionais. Em 1965, abandonou Portugal para se fixar na Bélgica. Regressou a Portugal nos anos 80. Considerada uma autora cuja escrita é hermética e de difícil inteligibilidade para o leitor comum, é, no entanto, apontada por muitos como um dos nomes mais inovadores e importantes da ficção portuguesa contemporânea. A sua carreira literária iniciou-se com Os Pregos na Erva (1962), obra que inaugurou uma nova forma de escrever, embora estruturalmente se assemelhe a um livro de contos. Publicou de seguida Depois de os Pregos na Erva (1972), O Livro das Comunidades (1977), A Restante Vida (1983), Na Casa de Julho e Agosto (1984), Causa Amante (1984), Contos do Mal Errante (1986), Da Sebe ao Ser (1988), Um Beijo Dado Mais Tarde (1990), com evidentes ressonâncias autobiográficas, Lisboaleipzig 1: O Encontro Inesperado do Diverso (1994), Lisboaleipzig 2: O Ensaio de Música (1995), Ardente Texto Joshua (1998) e Onde Vais Drama Poesia? (2000).
No caso de Maria Gabriela Llansol dificilmente se podem aplicar designações tradicionais como conto, romance ou mesmo diário. Apesar de se detetarem elementos tradicionais da narrativa, as suas obras, mais do que narrativas, são conjuntos de pequenos quadros e meditações. A ação localiza-se geralmente na Alemanha ou em regiões próximas, nos primórdios do Renascimento, num ambiente fantástico em que à volta de Copérnico, Isabol ou Hadewijch se movimentam personagens inspirados em pensadores místicos como San Juan de la Cruz e Eckhart e filósofos como Nietzsche e Espinosa.
Os diários Um Falcão em Punho (1985), considerado o ponto de viragem no que toca à cada vez maior inteligibilidade da sua escrita, e Finita (1987), distinguem-se das obras ficcionais pela sua aparente ordenação cronológica e pelas reflexões sobre a conceção materialista em que se baseia a mística e a poética da autora.
Um dos traços mais marcantes de toda a sua produção consiste na constante negação da escrita representativa, com inserção no texto de diferentes caracteres tipográficos, espaços em branco, traços que dividem o texto, perguntas de retórica, aspetos que contribuem para a sensação de estranheza que os seus textos provocam.
Levando às últimas consequências a criação de um universo pessoal que desde os anos 60 não tem paralelo na literatura portuguesa, a obra de Maria Gabriela Llansol faz estilhaçar as fronteiras entre o que designamos por ficção, diário, poesia, ensaio, memórias, etc.
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