2024-01-15

Na vanguarda da prosa poética

Tisanas, projeto iniciado em 1969 por Ana Hatherly, ocuparia grande parte da vida desta original autora

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«As Tisanas são uma meditação poética sobre a escrita como pintura e filtro da vida. No seu conjunto formam uma espécie de cidade-estado construída pela escrita criadora», explica-nos a própria autora no texto de apresentação deste projeto literário.

«Com os tempos as Tisanas foram evoluindo, refletindo a minha própria evolução. Com todas me identifico e surpreendo», conclui nas mesmas páginas que a Assírio & Alvim agora recupera. Nome incontornável da vanguarda portuguesa, no campo da pintura, do cinema e da literatura, Ana Hatherly foi uma das principais figuras do grupo Poesia Experimental Portuguesa. Como sublinha Ana Marques Gastão no posfácio da presente edição: «A actividade literária de Ana Hatherly acumula a reflexão e a brincadeira, o trágico e o cómico, manifesta uma irreverência desmedida, e uma inconformidade criadora não aceite na época em que surgiu […]».

 

O livro já se encontra disponível online e nas livrarias.

 

O que pode representar perder ou ganhar tempo? Acha que isso é possível? Acha que o tempo pode outra coisa que não seja perder-se?

 

SOBRE O LIVRO

Estas Tisanas, pequenos poemas em prosa, foram um trabalho constante da vida literária de Ana Hatherly, iniciado em 1969. Durante a vida da autora, estes poemas conheceram várias publicações, sendo um grande número de novos poemas acrescentados e redigidos ao longo dos anos. A recolha que agora se apresenta tem por base a última revista pela autora, com um posfácio de Ana Marques Gastão.

 

SOBRE A AUTORA

Ana Hatherly nasceu a 8 de maio de 1929, no Porto. Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorou-se em Estudos Hispânicos pela Universidade da Califórnia, em Berkeley. A sua vasta obra inclui poesia, ficção, ensaio, tradução, performance, cinema e artes plásticas. Uma poeta de vanguarda, foi membro destacado e teorizadora do grupo da Poesia Experimental Portuguesa. Destacam-se as suas obras Eros Frenético (1968), Rilkeana (1999), ou o conjunto de textos reunidos em Tisanas, um trabalho que a acompanhou até ao final da vida. Faleceu a 5 de agosto de 2015.