2026-04-15

Sobre a arte poética

Aforismos de Wallace Stevens reunidos e publicados pela primeira vez em Portugal.

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Considerado um dos nomes maiores da poesia dos Estados Unidos da América no século XX, Wallace Stevens deixou um legado rico e único na poesia moderna. Num período de longo silêncio em que não publicou um único livro, surgiram os primeiros destes aforismos. Textos que foram crescendo, sendo modificados e ocupando vários cadernos, refletindo sobretudo sobre a arte poética. Alguns deles apareceram em revistas, mas a sua grande maioria manteve-se inédito até à morte do poeta norte-americano. Reunidos agora em Adagia & Outros Aforismos, este livro dá a conhecer estes textos de Stevens na sua totalidade, uma edição da Assírio & Alvim, chancela do Grupo Porto Editora.
 

Traduzido por Frederico Pedreira, este livro dá-nos a conhecer Wallace Stevens na sua oficina mental, propondo máximas para a realização da poesia, mas também contestando algumas ideias sobre literatura ou religião. Como nos esclarece o poeta e tradutor no seu prefácio: «Estes aforismos são uma espécie de bolinhos da sorte sem moral de província, pequenas profecias para o futuro de um reino necessariamente deserdado, invisível aos que não o veem, o da poesia.»

Este livro, que merece ser partilhado de mão em mão, já se encontra em pré-venda e chega às livrarias a 16 de abril.


SOBRE O AUTOR
Wallace Stevens nasceu a 2 de outubro de 1879, numa família de classe média alta do estado da Pensilvânia. Apesar de ter estudado Direito em Harvard e na New York Law School, foi como administrador de uma companhia de seguros, em Hartford, que trabalhou quase toda a sua vida. Embora tenha sido sempre respeitado no círculo modernista, autores como e.e. cummings, Marianne Moore e William Carlos Williams consideravam-no o burguês típico, rejeitando o seu estilo de vida, mas interessando-se profundamente pela sua escrita. Contam-se na sua obra, além dos livros de poesia, duas peças de teatro e uma coletânea de palestras, The Necessary Angel, um livro essencial na sua obra. Prova da importância da obra poética de Wallace Stevens, se fosse necessária uma, seria a atribuição, em 1955, do Prémio Pulitzer para Poesia. Morreu em Hartford, Connecticut, em 1955.