A Misericórdia dos Mercados (eBook)

Formatos disponíveis
9,99€ I
7,99€ I
-20%
COMPRAR
-20%
9,99€ I
7,99€ I
COMPRAR
I 20% DE DESCONTO IMEDIATO
I Disponibilidade Imediata
I EBOOK PARA WOOK READER

SINOPSE

Visitando os lugares e os afectos de que se construiu um passado, e voltando «[-] à poesia, esse caminho estreito / entre a solidão e a vida», é no entanto o presente que mais perpassa pelas páginas deste livro. Feito o Balanço e Contas «Nada representamos. Não damos lucro», e por isso, «Se o navio afunda / a solução é atirar ao mar os passageiros». Porque no final «Os mercados são simultaneamente o criador e a própria criação. / Nós é que não fazemos falta.»


REGRAS DE PROTOCOLO

Os que não têm lugar à mesa
devem rodar delicadamente para trás
e afastar-se sem barulho e sem notícia.
Os lugares foram reduzidos por forma a
um número crescente de convidados deixar
de ter lugar no banquete, sem qualquer aviso prévio
ou desculpa improvisada. Prontamente.

Conhecer as regras é necessário,
ignorá-las
é soberano.
Ver Mais

DETALHES DO PRODUTO

A Misericórdia dos Mercados (eBook)
ISBN: 978-972-37-1745-7
Edição/reimpressão: 02-2014
Editor: Assírio & Alvim
Código: 68381
Idioma: Português
Páginas: 112
Tipo de Produto: eBook
Poeta ficcionista português, Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950 e, ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil. Em 1974, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e desenvolveu, a partir de 1975, uma carreira diplomática sucessivamente em Luanda, Madrid e Paris. Ao serviço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, esteve ainda colocado no Conselho da Europa. Enquadrável numa estética pós-modernista, a obra de Luís Filipe de Castro Mendes revela um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o romântico e o clássico, a regra e o jogo levam até às realizações mais lapidares e expressivas O Jogo de Fazer Versos. Desde Recados (1983), o seu livro de estreia, onde problematiza quer a relação entre o sujeito e a realidade pela impossível nomeação que inscreve a poesia entre a palavra e o silêncio ("Quanto te disse, toma-o pelo mais claro do silêncio que nos coube"), quer a relação entre o eu e o outro, numa última parte composta por uma série de mensagens dirigidas a destinatários identificados pelo nome próprio; até Correspondência Secreta (1995), obra fundada sobre a invenção histórico-ficcional e sobre o exercício de paródia, reunindo uma série de textos (monólogos, cartas, poemas) atribuídos a figuras literárias (Marquesa de Alorna, Filinto Elísio, Cavaleiro de Oliveira, entre outros) na charneira entre o classicismo e o pré-romantismo, a obra de Luís Filipe Castro Mendes tem ainda como traço distintivo a capacidade de renovar, com inquestionável mestria, as experiências de escrita. Areias Escuras (1984), Seis Elegias e Outros Poemas (1985), galardoado com o prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, A Ilha dos Mortos (1991), O Jogo de Fazer Versos (1994) e Outras Canções (1998) são ainda exemplos de outras obras deste autor.
Ver Mais

Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de navegação. Ao navegar estará a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade. Tomei conhecimento e não desejo visualizar esta informação novamente.

OK