Lusitânia

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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

No início deste terceiro volume da Tetralogia Lusitana assistimos ao rapto dos jovens Marta e João Carlos, seguido pelos não menos surpreendentes acontecimentos que revolucionaram a sociedade portuguesa desde o domingo de Páscoa de mil novecentos e setenta e quatro ao domingo de Páscoa do ano seguinte. Ao longo desse ano eufórico para muitos, assustador para alguns, as personagens de A Paixão e Cortes dispersam-se dentro e fora do país e, antes da existência de telemóveis e e-mails, comunicam sobretudo por cartas entre si. O que dá a esta agitada narrativa, ora dramática ora divertida, um tom de paródia a certos romances do século XVIII, epistolares e libertinos.
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DETALHES DO PRODUTO

Lusitânia
ISBN:978-972-37-1760-0
Edição/reimpressão:02-2014
Editor:Assírio & Alvim
Código:79383
Idioma:Português
Dimensões:147 x 204 x 22 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:272
Tipo de Produto:Livro
Cursou Direito e Letras na Universidade de Lisboa, vindo a licenciar-se em Filosofia. Entre 1968 e 1969, estagiou como bolseiro nos Estados Unidos e na Alemanha Federal. Lecionou Estética e Filosofia da Arte na Universidade Nova de Lisboa.
Traduziu Enzensberger; a sua obra encontra-se traduzida em várias línguas. Foi o primeiro presidente do PEN Clube Português. Com apenas 19 anos, em 1962, publicou o romance Rumor Branco, Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores, uma obra pioneira face a um movimento de profunda renovação desenvolvido na novelística contemporânea portuguesa entre os anos 60 e 70. Entre 1965 e 1983 redigiu o ciclo "Trilogia Lusitana" (A Paixão, Cortes, Lusitânia), encerrado com Cavaleiro Andante, "um ciclo de reflexão sobre a situação do homem português perante o seu contexto social e a incidência política que o determina (o fascismo, a revolução...) e sobre a sua capacidade (ou, talvez melhor, incapacidade) de se definir na sua totalidade humana (pessoal, familiar, erótica, ambiencial), em registos de comunicação que transcendem o puramente ficcional (lírico e epistolar), assim modulado numa estrutura que coloca em situação de relevo a personagem, agente ou paciente da História que aqui fundamentalmente se encontra em questão" (cf. SEIXO, Maria Alzira - Portugal, A Terra e o Homem, II série, Lisboa, FCG, 1980, 427). Optando por uma estratégia construtiva em que cada capítulo funciona como "uma unidade textual em termos de semântica (um nome próprio inicia cada um deles, subsequentemente desdobrando-se em processos de definição e de referência, assumindo veredas da história e postulando visões ideológicas particularizadas) e de sintaxe (não só pela comunicação de ideoletos diversificados como pelas mutações discursivas [...] que imprimem à sequência narrativa o seu desvio, a sua mutação, a sua quebra)" (cf. SEIXO, Maria Alzira - A Palavra do Romance, Lisboa, Horizonte, p. 193), o ciclo de romances iniciado com A Paixão impõe ao leitor um papel ativo na reconstituição de uma realidade fragmentada e a que só pode aceder pelo confronto dos vários pontos de vista que cada personagem parcialmente constrói. Conseguindo uma fabulosa interseção entre a subjetividade (o onirismo, a visão individualizada do mundo) e a perspetiva socioeconómica em cuja dialética a ação do indivíduo se inscreve, esta sequência apresenta-se como registo íntimo de um período histórico, onde, para além da factualidade (sublevação da massa dos servos alentejanos, eclodir da revolução), avoluma a impressão de um encerramento de cada personagem sobre si mesma, que nem a abertura, em Lusitânia e Cavaleiro Andante, à comunicabilidade pelo registo epistolar conseguiu atenuar: "cada um dos personagens [...] apesar de religado aos outros pelos laços de paixão ou do sangue, destila as suas mensagens de solitude na esperança de que o outro as receba e as traduza na sua própria língua de solitária aflição." (LOURENÇO, Eduardo, "Cavaleiro Andante: Busca de Sinais no Labirinto da Morte", in O Canto do Signo, Lisboa, Presença, 1994, p. 239.) Acresce ainda, na abordagem do estilo de Almeida Faria, a opção lúdica e lírica por uma "sintaxe narrativa de coordenação e quase abolição dos limites frásicos que serve a expressão do fluxo da consciência ao mesmo tempo que, muito principalmente, acentua o valor da palavra como conceito e como significante numa elaboração sintagmática que desnivela as habituais hierarquias da narração" (cf. SEIXO, Maria Alzira - Portugal, A Terra e o Homem, II série, Lisboa, FCG, 1980, 427). Na verdade, se a matéria da ficção releva em grande medida do gozo de "pôr os mitos nacionais de pernas para o ar", desrespeitar os delírios da "Portugalidade" (entrevista, in Letras & Letras, n.º 75, Julho de 1992), a matéria linguística revela o gozo de, parodiando o autor, desrespeitar os delírios da literariedade, submetendo a escrita narrativa a uma proliferação verbal incontida e criativa que, através de processos de polissemia, de desconstrução de aforismos, de sequências aliterantes, de reprodução de ideoletos, entre outros, promove a autonomia da linguagem a força primordial na remodelação da estrutura narrativa.
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