O Eremita Viajante

[haikus - obra completa]

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SINOPSE

O poema haiku não inferioriza nem zomba, não se serve do intelecto, valoriza as coisas pequenas, valendo-se da surpresa e de um reduzido vocabulário, começa ainda antes da primeira letra da primeira estrofe e acaba muito depois da última sílaba da terceira estrofe.

É poesia despersonalizada, já quase fora da linguagem comum, nasce no silêncio, atravessa, como um relâmpago, o olhar do contemplador e regressa ao silêncio; e enquanto existiu pareceu durar o tempo de um movimento respiratório. Resultante em grande parte da contemplação da beleza e comportamentos da natureza, este estilo poético assume-se como fenómeno que transcende o pessoal, é puro presente, é um momento suspenso, eterno em si mas que não volta a acontecer. Nele, desaparece a separação observador/observado, para dar lugar à ausência de ego, à manifestação do sublime.

No final da breve leitura do poema, o leitor arrisca-se a ser percorrido por um calafrio que não poupará nenhuma célula do seu corpo; talvez o seu olhar se semicerre e se suspenda no seio de um horizonte para além do horizonte visível; talvez assome ao canto dos seus lábios o movimento de um sorriso somenteperceptível pelo olhar puro das crianças e dos animais.

imóvel contemplo a lua
e os outros pensam
que sou cego
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

O Eremita Viajante
LTC | 2023-12-04
Matsuo Bashô, considerado um dos grandes mestres dos poemas de 3 versos, com o seu estilo muito próprio, começou a escrevê-los antes de completar 20 anos. Pensou desistir da Poesia várias vezes, mas nunca conseguiu, pois a Poesia é uma chama demasiado intensa para se apagar. E ainda bem que assim foi. Este livro consiste numa compilação notável de todos os seus haikus (cerca de 1.000) que refletem a experiencia humana de forma profunda, revelando uma imensa delicadeza a sua capacidade para resumir em tão poucos versos vários temas. Sobre o Japão escreveu ao longo das suas viagens, mas também escreveu sobre relações afetivas, como a amizade, ao longo dos seus momentos de maior reclusão em que se relacionava com outros poetas. “O coração viajante não se enraíza antes quer ser braseira ambulante” ----- "Os amigos embriagados falam inclinados como cascatas de flores"
Um dos verdadeiros mestres de haiku
Emanuel | 2022-10-03
Bashô leva-nos numa viagem de harmonia e contemplação, onde paramos para realmente observar o mundo. Leitura meditativa.

DETALHES DO PRODUTO

O Eremita Viajante
de Matsuo Bashô
ISBN: 978-972-37-1920-8
Edição/reimpressão: 09-2016
Editor: Assírio & Alvim
Código: 79453
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 212 x 30 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 424
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Poesia
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

sobre Matsuo Bashô

Poeta e viajante, Matsuo Bashô nasceu em 1644, na pequena aldeia de Ueno, e morreu a 28 de novembro de 1694. De acordo com a sua última vontade, foi sepultado nos terrenos do mosteiro de Gichu-Ji, nas margens do Lago Biwa, perto de Zeze. Sobre a sua sepultura foi plantada uma bananeira. É considerado o poeta nacional do Japão.
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