Poesia Presente

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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Falecido em 2013, António Ramos Rosa deixou-nos uma obra poética grandiosa, pela sua qualidade e pela sua extensão. A presente antologia, preparada por Maria Filipe Ramos Rosa - sua filha - recupera o título de um projeto de antologia não concretizado que tinha sido, em tempos, idealizado pelo autor.
No prefácio a este livro José Tolentino Mendonça diz-nos, de António Ramos Rosa, ter sido alguém «[—] que construiu um corpus poético absolutamente invulgar, em qualidade e em dimensão, com quase oito dezenas de tomos, mas que muito poucos terão lido e acompanhado integralmente, o que fez com que tivesse saído, em grande medida, da zona de controlo da crítica literária, do radar dos média e dessa recensão condescendente trazida, em cada estação, pelo gosto dominante. Tinha estatuto cultural e reconhecimento, mas não se instalou aí a gerir prudentemente, como outros, a carreira literária. A esse nível, a sua relação com a poesia era desarmada de qualquer cálculo. Como recorda Maria Filipe Ramos Rosa na "Advertência" que encabeça este volume, "alguns livros da década de 90, […] pelo seu carácter repetitivo, lembram exercícios diários de sobrevivência", abrindo assim porta para o debate sobre o cânone roseano. Mas é impossível não sublinhar a comovente grandeza do que a expressão "exercício diário de sobrevivência" deixa supor.»
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

“O Aprendiz Secreto” II
Sofia Micalli | 2018-10-29
Antologia do Prolífico Poeta algarvio. Alguma da sua poesia num precioso volume com um desenho do poeta na capa. Abrir este belíssimo livro ao acaso e ler um poema e encontrar uma pérola como: "Palavras com o seu peso, apaixonadas pelo seu peso. Palavras que demoram nas fronteiras do solo, palavras trabalhadas pelo vento, palavras com sede como a água" Quando adquiri este livro, ficou a faltar muito. Ficou a faltar a poesia completa, pois há tantos livros esgotados. Para quem admira este poeta, poemas em duplicado ou triplicado nunca são demais.
O subtil aroma da Poesia
Tibério Nunes da Silva | 2018-04-13
As palavras de Ramos Rosa conduzem-nos aos mais altos cumes, não porque o Poeta se queira erguer a grandes alturas, mas, pelo contrário, porque ele recusa artifícios, fogos de vista e elege o silêncio como o "fundamento da construção invisível", o que leva à depuração, à palavra mínima, essencial. A partir daí toda a viagem é possível.

DETALHES DO PRODUTO

Poesia Presente
ISBN: 978-972-37-1790-7
Edição/reimpressão: 10-2014
Editor: Assírio & Alvim
Código: 79325
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 212 x 32 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 376
Tipo de Produto: Livro
Destacado poeta e crítico português nascido em Faro em 1924. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos diretores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia. O seu primeiro livro de poesia, O Grito Claro, foi publicado em 1958. A sua obra poética ultrapassa os cinquenta títulos. É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Faleceu em setembro de 2013.
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