2019-09-13

Seria sempre tarde

O novo livro de Manuel Afonso Costa

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Depois de Memórias da casa da China e de outras visitas, Manuel Afonso Costa tem um novo livro de poesia, que chega às livrarias a 19 de setembro, publicado pela Assírio & Alvim.

Seria sempre tarde apresenta-nos um olhar nostálgico sobre cidades e aldeias que a memória preservou, povoadas de alegria e inocência, mas também de fantasmas e desolação.
[…] e entrávamos em minas de água
destemidos
sabendo que animais ocasionais
as habitavam longos invernos
e que devoravam os outros bichos
que inadvertidamente
lá iam pernoitar ao abrigo dos homens
todos eles nos habitam esses lugares brumosos
e jurámos guardá-los na memória até à morte
mas sobretudo os atalhos por onde às cegas
íamos a esses sítios desafiar
todos os prazeres e perigos

SOBRE O AUTOR

Manuel Afonso Costa fez o doutoramento no Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Mestrado em História Cultural e Política na mesma Universidade. Escreveu diversos artigos sobre História, História das Ideias, Filosofia e Literatura em jornais e revistas científicas e é autor dos livros Introdução ao pensamento social francês do século XVIII, U.T.A.D, Vila Real (1987), A ideia de felicidade em Portugal no século XVIII, entre as luzes e o romantismo. Eticidade, moralidade e transcendência (2008). Tradutor de poesia e poeta, publicou O roubo da fala, Ágora (1981), Os limites da obscuridade, Caminho (1990), Os últimos lugares, Assírio & Alvim (2004), Caligrafia imperial e dias duvidosos, Assírio & Alvim (2007), e Memórias da casa da China e de outras visitas, Assírio & Alvim (2017).

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