Aforismos e Afins

Aforismos e Afins

avaliação dos leitores (3 comentários)
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ISBN:978-972-37-0862-2
Edição/reimpressão:12-2003
Editor:Assírio & Alvim
Código:78850
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SINOPSE

"Fernando Pessoa amava o dito espirituoso, a máxima graciosa, a expressão sintética, o paradoxo", afirma Richard Zenith na Nota Prévia deste livro. Nele estão reunidos pequenas frases, começos de poemas inacabados, notas à margem, pedaços de papel rasgados e pensamentos, ou seja, aforismos. Muito cultivados por Pessoa, os aforismos abrangem vários temas, de entre os quais se destacam a loucura, a consciência e a inconsciência, o(s) Deus(es), o amor e o sonho. Assinam Aforismos e Afins, não só Pessoa, mas também "os seus colaboradores fictícios": Alexander Search, Pantaleão, Álvaro de Campos, Bernardo Soares, Alberto Caeiro e Barão de Teive. A maioria dos aforismos presentes nesta obra são inéditos, sendo que muitos deles estão escritos em inglês, uma das suas línguas maternas. Com esta obra, Pessoa leva-nos a reflectir sobre nós próprios: "O homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos. Eles sabem o que precisam saber. Nós não".
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Fernando Pessoa
Xavier |2014-11-06
Fernando Pessoa, um dos maiores génios da humanidade num livro em cada frase nos dá motivo para pensar durante dias sobre o assunto. Um livro obrigatório para quem gostas de Fernando Pessoa.
Dá que pensar...
Ana Lúcia Aveiro Oliveira |2013-07-17
Este é um livro para se ir lendo/ digerindo aos poucos. Tem a grande vantagem de não obedecer a uma sequência lógica, logo podemos abri-lo ao acaso e dar voltas à cabeça a tentar decifrar o que os pequenos textos do grande Pessoa querem dizer (-nos). Dá mesmo que pensar! Até que porque certos trechos são verdadeiramente desconcertantes, frutos da ironia e do paradoxo tão caros ao escritor.

DETALHES DO PRODUTO

Aforismos e Afins
ISBN:978-972-37-0862-2
Edição/reimpressão:12-2003
Editor:Assírio & Alvim
Código:78850
Idioma:Português
Dimensões:145 x 210 x 5 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:96
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da "Presença" tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica. © 2003 Porto Editora, Lda.
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