Anos 70

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ISBN: 978-972-37-1012-0
Edição/reimpressão: 10-2005
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78565
Coleção: Obras de Alexandre O’Neill
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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Os textos de Alexandre O’Neill que compõem este volume nunca foram por ele incluídos em livros seus. À excepção de dois, recuperados de uma antologia, e de três encontrados no espólio, o autor publicou-os em jornais e revistas durante a década de 70.
O conjunto aqui editado resultou da pesquisa feita no âmbito da biografia do poeta (Maria Antónia Oliveira, «Alexandre O’Neill, Uma Biografia Literária», Dom Quixote, no prelo). Pôde constatar-se que, embora o poeta viesse publicando regularmente desde os finais da década anterior, os anos 70 eram aqueles em que a sua produção se tornava mais assídua, e em que mais textos haveriam de ficar confinados às páginas dos periódicos.
Reúnem-se também poemas escritos para os jornais «Diário de Lisboa» e «A Luta», e para as revistas «Flama» e «Ele». Foram encontrados no espólio do poeta os poemas «Magritte» e «Azul Ar», bem como os poemas sem título designados por «Fragmentos», inéditos. Acrescentam-se ainda dois poemas datados de 1972 que E.M. e Castro e JoséAlberto Marques incluíram na «Antologia da Poesia Concreta em Portugal» (Lisboa, Assírio & Alvim, 1973).
Em anexo, publicam-se dois textos com poemas, e uma versão em prosa da primeira parte de «Rã & Descobridor».
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Excelente compilação
Madalena Silva | 2016-12-30
Nesta obra, que é também um objecto rico pelo cuidado da sua apresentação, encontramos o que realmente o título nos sugere, poemas dispersos, o que os une é a origem e a data de publicação. Há um rigor na edição que nos diz como nasceu o livro, de como se procedeu à recolha do material e que critérios foram utilizados. Além de um excelente livro para os alunos do secundário é um livro para todos se dispersarem, poeticamente, com a poesia de Alexandre O´Neill.

DETALHES DO PRODUTO

Anos 70
ISBN: 978-972-37-1012-0
Edição/reimpressão: 10-2005
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78565
Coleção: Obras de Alexandre O’Neill
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 241 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de Produto: Livro
Poeta português, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O'Neill exerceu a atividade profissional de técnico publicitário. Fundador do Grupo Surrealista de Lisboa, com Mário Cesariny, António Pedro, José-Augusto França, diretamente influenciado pelo surrealismo bretoniano, desvinculou-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a passagem pelo surrealismo marque indelevelmente a sua postura estética. A sua distanciação em relação a este movimento não obstou a que um estilo sarcástico e irónico muito pessoal se impregnasse de algumas características do Surrealismo, abordando noutros passos o Concretismo, preocupando-se não em fazer "bonito", mas sim "bom e expressivo". Para Clara Rocha, a poesia de Alexandre O'Neill coincide com o programa surrealista a dois níveis: "a libertação total do homem e a libertação total da arte. O que implica: primeiro, uma poesia de 'intervenção', exortando os homens a libertarem-se dos constrangimentos de toda a ordem que os tolhem e oprimem (familiares, sociais, morais, quotidianos, psicológico, políticos, etc.); segundo, a libertação da palavra de todas as formas de censura (estética, moral, lógica, do bom senso, etc.)" (cf. ROCHA, Clara - prefácio a Poesias Completas, 1982, p. 12). Para Fernando J. B. Martinho (retomando um artigo de Quadernici Portoghesi), a diferença de O'Neill relativamente à poética surrealista situa-se na "preferência, relativamente à oposição 'falar/imaginar', pelo primeiro polo", numa consequente atenção dispensada, nos livros posteriores a Tempo de Fantasmas, como No Reino da Dinamarca ou Abandono Vigiado, "à sociedade portuguesa de que vai traçar como que a radiografia, surpreendendo-a na sua mediocridade, nos seus ridículos, nos seus pequenos vícios provincianos" (MARTINHO, Fernando J. B., op. cit., 1996, pp. 39-40). Nessa medida, e ainda segundo o mesmo crítico, se "o surrealismo ortodoxo põe a sua crença na existência de um 'ponto do espírito em que [...] o real e o imaginário' deixariam 'de ser percebidos contraditoriamente', em Alexandre O' Neill toda a busca parece centrar-se na 'vida' e no 'real'" (id. ibi, p. 40).
Recebeu, pelas suas Poesias Completas, o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (1983).
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