Cartas, Visões e Outros Textos do Sr. Pantaleão

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SINOPSE

A personalidade literária do Sr. Pantaleão, que se manifesta nos anos 1908-1910, encarna a fase de maturação cívica e política do jovem Fernando Pessoa, confrontado com a dura realidade portuguesa dos finais da Monarquia. Assume, assim, uma atitude crítica e satírica, porventura mais anti-monárquica do que republicana, em relação aos males da pátria e, sobretudo, aos seus mais directos responsáveis. Mas não deixa também de antecipar, em muitos escritos de carácter reflexivo, o pendor filosofante que viria a marcar exemplarmente a obra pessoana.

O presente volume reúne, pela primeira vez, o conjunto dos textos atribuídos ou atribuíveis a este pouco conhecido alter ego de Fernando Pessoa — cartas, «visões», versos, aforismos e outros escritos — dos quais 39 são inéditos e 3, só agora, têm publicação integral.
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DETALHES DO PRODUTO

Cartas, Visões e Outros Textos do Sr. Pantaleão
ISBN:978-972-37-1794-5
Edição/reimpressão:10-2014
Editor:Assírio & Alvim
Código:79328
Idioma:Português
Dimensões:166 x 240 x 12 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:128
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da "Presença" tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica. © 2003 Porto Editora, Lda.
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