Horta de Literatura de Cordel

Horta de Literatura de Cordel

ISBN:978-972-37-0070-1
Edição/reimpressão:04-1983
Editor:Assírio & Alvim
Código:78048
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SINOPSE

O conjunto de textos que se encontra em Horta de Literatura de Cordel partiu de um convite do então director da Biblioteca Nacional (João Palma-Ferreira) a Mário Cesariny no sentido de explorar o manancial que se encontra na B.N.. A pesquisa, que se estendeu por três meses durante os quais Cesariny buscou principalmente autores anónimos (ainda que também tenha incluído narrativas que, não pertencendo à literatura de cordel, considerou adequadas), resultou na edição em livro de cerca de 50 folhetos de cordel dos séculos XVII, XVIII e XIX, entre panfletos políticos, galhofas, crimes espantosos,… Nas palavras de João Palma-Ferreira "trata-se de literatura maior, pois revela uma velhíssima sabedoria do povo desprezada por preconceito elitista. Remete a zonas onde a capacidade de invenção e de recurso à metáfora atingiu um nível espantoso."
Na presente edição inclui-se um texto novo [O muro deste cerco…; pp. 49 a 55] e as cotas referentes a cada um dos textos.
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DETALHES DO PRODUTO

Horta de Literatura de Cordel
ISBN:978-972-37-0070-1
Edição/reimpressão:04-1983
Editor:Assírio & Alvim
Código:78048
Idioma:Português
Dimensões:135 x 209 x 24 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:376
Tipo de Produto:Livro
Poeta, autor dramático, ficcionista, crítico, ensaísta, tradutor e artista plástico português, nasceu a 9 de Agosto de 1923, em Lisboa, e morreu a 26 de Novembro de 2006, também naquela cidade.
Depois de ter estudado no Liceu Gil Vicente, entrou para Arquitectura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou o primeiro ano, e mudou depois para a Escola de Artes Decorativas António Arroio. Depois de ter frequentado esta escola, prosseguiu estudos de belas-artes em Paris, tendo, ainda, estudado música com o compositor Fernando Lopes Graça.
Figura maior do surrealismo português, a influência que viria a exercer sobre as gerações poéticas reveladas nas décadas posteriores aos anos 50, período durante o qual publicou alguns dos seus títulos mais significativos, ainda não foi suficientemente avaliada. Promoveu a técnica conhecida por "cadáver esquisito", que consistia na elaboração de uma obra por um grupo de pessoas, num processo em cadeia criativa, na qual cada uma dava seguimento à criatividade da anterior, resultando numa espécie de colagem de palavras, a partir apenas de um acordo inicial quanto à estrutura frásica.
Colaborou em várias publicações periódicas como Jornal de Letras e Artes e Cadernos do Meio-Dia, entre outras. Começou por se interessar pelo movimento neo-realista - ainda que essa breve incursão não tenha ultrapassado mais que uma postura irónica e paródica, firmada em Nicolau Cansado Escritor - para, em 1947, regressado de Paris, onde frequentou a Academia de La Grande Chaumière e onde conheceu André Breton, fundar o movimento surrealista português.
A sua postura polémica na defesa de um surrealismo autêntico levou-o, porém, a deixar o grupo no ano seguinte, para criar, com Pedro Oom e António Maria Lisboa, o grupo surrealista dissidente.
Como um dos principais críticos e teóricos do movimento surrealista, manteve ao longo da sua carreira inúmeras polémicas literárias, quer contra os detractores do surrealismo quer contra os que, na prática literária, o desvirtuavam.
A sua obra poética começou por reflectir, em Corpo Visível ou Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano, o gosto pela observação irónica da realidade urbana que, fazendo-se eco de Cesário Verde, constitui ainda uma fase pouco significativa relativamente a volumes próximos da prática surrealista como Manual de Prestidigitação. Aí, a mordacidade e o absurdo, o recurso ao insólito, aliados a uma discursividade que raramente envereda por um nonsense radical, como ocorre na obra de António Maria Lisboa, permitem estabelecer, como nenhum outro autor da década de 50, um ponto de equilíbrio entre o primeiro modernismo e a revolução surrealista.
No domínio do teatro, em Um Auto Para Jerusalém, pastiche de um conto de Luís Pacheco, revela a influência de Pirandello ou da prática teatral de Alfred Jarry. No fim da década de 60 e início de 70, Mário de Cesariny encetou um trabalho de reposição da verdade histórica do movimento surrealista, coligindo os seus manifestos, editando a obra poética inédita de alguns dos seus representantes, e dando ao prelo textos seus datados do período de maior envolvimento com a teoria e prática do surrealismo, como 19 Projectos de Prémio Aldonso Ortigão seguidos de Poemas de Londres (1971), ou Primavera Autónoma das Estradas (1980) ou o romance Titânia (1977).
Em 2005, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, entregue pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, e, em Novembro desse mesmo ano, foi galardoado com o Grande Prémio Vida Literária, uma homenagem à sua notável contribuição para a literatura portuguesa.
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