Novelas Policiárias: uma antologia

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SINOPSE

As novelas de detetives, que Pessoa designa pelo neologismo «policiárias», constituem um surpreendente e pouco divulgado género da sua obra. Os trechos aqui antologiados, bem como o prefácio previsto para a sua publicação, são marcados pela presença de uma personagem de raciocinador sofisticado, Abílio Quaresma, «médico sem clínica» e «matemático da realidade». E alguns deles estão entre os mais extraordinários escritos por Fernando Pessoa.

Conheça os outros títulos da coleção Pessoa breve na nossa página especial.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Excelente antologia
Pedro AC |2017-06-13
Uma excelente antologia das novelas policiárias de Fernando Pessoa. Uma edição económica com os contos do detective Quaresma, uma leitura imprescindível e muito recomendável.
Fernando Pessoa
JA |2017-05-04
Pessoa é um dos mais notáveis escritores portugueses de todos os tempos. Além de um escritor brilhante é uma das personalidades portuguesas mais carismáticas. Nas páginas desta brilhante colectânea de novelas policiais escritas por Pessoa, somos transportados a um mundo pouco conhecido deste escritor. Num estilo de conto policial clássico, Pessoa conduz-nos pelos meandros da atividade criminosa e da sequente investigação policial. O desafio de encontrar o criminoso antes do final, prende-nos desde o início.

DETALHES DO PRODUTO

Novelas Policiárias: uma antologia
ISBN:978-972-37-1961-1
Edição/reimpressão:02-2017
Editor:Assírio & Alvim
Código:79475
Coleção:Pessoa Breve
Idioma:Português
Dimensões:132 x 198 x 16 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:200
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos > Outras Formas Literárias > Policial e Thriller
Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da "Presença" tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica. © 2003 Porto Editora, Lda.
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