Observação do Verão

Observação do Verão

avaliação dos leitores (2 comentários)
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ISBN:978-972-37-1608-5
Edição/reimpressão:11-2011
Editor:Assírio & Alvim
Código:79259
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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Observação do Verão é o mais recente livro de poesia de Gastão Cruz, um dos maiores poetas contemporâneos nacionais.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

ANOITECER EM BUENOS AIRES

As longas avenidas talvez imaginárias
demonstram-me a existência de lugares
que poderiam ter-me pertencido
numa idade passada; é irreal

agora percorrê-las: tê-lo-ia
sido sempre, não poderia haver
motivo para dor num tempo que com este
presente se divide; é um espectro tardio

o espaço finalmente criado pelo olhar:
aí estás olhando-me nos olhos
cidade sob a forma de jovem ser unívoco

ainda inexistente no tempo de uma vida
vivendo no espaço que não teve o seu tempo,
e tarde volta do tempo onde não esteve
Gastão Cruz

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Observação do verão
VLPM |2014-08-21
24 poemas de Gastão Cruz, “Observação do Verão” (2011) vem a seguir ao livro (também de poesia)“A Moeda do Tempo”(2006). As palavras estão em “Observação de Verão” como que polidas, justas, exatas. A poesia é, parece-me, “contemplativa”, de observador de orvalhos, de suspensos momentos, de estados, de estações, um diapasão de mundo: o título foi certeiro.
Um grande poeta português
Maria Teresa Meireles |2014-04-20
Delicado e sensível. Poesia com um vocabulário muito singular e uma ambiência única. Um grande poeta que nos conduz pelos meandros da palavra de uma forma apetecível e requintada.

DETALHES DO PRODUTO

Observação do Verão
ISBN:978-972-37-1608-5
Edição/reimpressão:11-2011
Editor:Assírio & Alvim
Código:79259
Idioma:Português
Dimensões:145 x 205 x 5 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:48
Tipo de Produto:Livro
Poeta e ensaísta português, Gastão Cruz nasceu em 1941, na cidade de Faro, no Algarve, e licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Germânica.
Professor do ensino secundário, o autor exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King's College de Londres e dirigiu, nos anos 70 a 90, após a morte de Carlos Ferreira, o grupo de teatro Teatro Hoje/Teatro da Graça que ajudou a fundar.
O gosto pelo teatro e pelo mundo da poesia "empurra-o" para a tradução de títulos dramáticos de, entre outros autores, Strindberg, Shakespeare (Conto de Inverno) e Cocteau e para a organização de recitais dramatizados que proporcionam uma intensa divulgação poética.
Ainda muito jovem, com apenas 19 anos, Gastão Cruz, manifestando já um grande apego pelo texto poético, publica o seu primeiro livro, A Morte Percutiva, no volume colectivo intitulado Poesia 61, que compila textos de uma plêiade de cinco jovens poetas: Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge e Maria Teresa Horta.
Homem com uma forte ligação à terra onde nasceu, o autor sente uma grande revolta quando olha para o que o rodeia. A destruição do cenário que o viu nascer e crescer, nomeadamente o da Ilha de Faro onde passava as férias de Verão: o mar, a areia, os cardos, as plantas e os seus aromas e, sobretudo, o silêncio e o isolamento são temas recorrentes na sua poética. Mas, na sua obra, perpassam temas diversos como a dor, a metamorfose, a guerra colonial (Outro Nome e Aves), a morte (Pedras Negras).
Começando por assumir uma escrita experimentalista, Gastão Cruz adoptou depois formas clássicas como o soneto e a canção, que reflectem bem, desde os anos 60, a influência de Camões que, aliás, o autor não desmente. As suas obras são caracterizadas pela contenção quantitativa, sendo assim reduzido o número de textos que compõem cada volume. Ao contrário, cada um destes textos são portadores de uma grande densidade de significação e formam entre si uma unidade que se estrutura como uma teia. Orgão de Luzes, por exemplo, é composto por 15 poemas caracterizados por um vocabulário escasso e por um "virar" do sujeito poético para si próprio, como se fechado dentro de uma Campânula (título de um outro livro publicado em 1978).
Acreditando que a poesia deve conter um "discurso autónomo", correspondendo a um "sistema com as suas leis próprias", Gastão Cruz considera que esta deve resultar de um trabalho de composição consistente e rigoroso.
Autor de uma obra muito diversa, publicou, entre outros, os seguintes títulos: A Morte Percutiva; A poesia Portuguesa Hoje, 1973; Campânula, 1978; Orgão de Luzes; Transe (1960-1990); As Pedras Negras, 1995; Poesia Reunida, 1999; Crateras, 2000 que recebeu o Prémio D. Dinis.
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