Os Poemas

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avaliação dos leitores (2 comentários)
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ISBN:978-972-37-1432-6
Edição/reimpressão:10-2009
Editor:Assírio & Alvim
Código:78919
Coleção:Documenta Poética
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SINOPSE

Os Poemas, de Gastão Cruz, vem reunir todo o trabalho poético do autor entre 1960 e 2006, enquadrado por uma magnífica apresentação de Luis Maffei.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«É um profundo conhecedor de poesia Gastão, não apenas como leitor e crítico, mas como fabro. “Por vezes reaprendo / o som inesquecível da linguagem”: a vida da poesia (título de um poema precisamente de Campânula) parece-me o melhor nome possível para um trabalho antológico desse homem de letras—ou melhor, homem de uma rigorosíssima poiesis—sobre e na poesia. Digo isso porque conheço poucas poéticas tão cônscias de seu lugar na poesia como a de Gastão Cruz, cônscia também de que é na história que se localiza a trans-histórica experiência de escrita e leitura—o vocábulo experiência volta, e talvez volte a voltar. Por isso, trata-se sempre de um reaprendizado “Por vezes”, já que apenas o poema é capaz, e não sempre, do “som inesquecível da linguagem”, e as “frases” só poderão ser, em diversos níveis, “instáveis”, mesmo porque é no verso que se baseiam as sonoras “frases” que compõem o sentido do poema. Triunfa o “som” sobre o “sentido”? Sem dúvida, porque o sentido é sempre ameaçado pois inagarrável, mas faz imenso sentido.»
Luis Maffei

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Adoro!
Rita Nunes |2015-12-18
Este livro tem sido companhia na leitura da noite. Adoro!
Uma edição incontornável
N.Almeida |2015-12-02
Gastão Cruz é um dos nomes maiores da nossa poesia contemporânea. Esta magnífica edição da Assírio & Alvim recolhe os frutos do difícil ofício da Poesia e apresenta-os numa edição primorosa e incontornável.

DETALHES DO PRODUTO

Os Poemas
ISBN:978-972-37-1432-6
Edição/reimpressão:10-2009
Editor:Assírio & Alvim
Código:78919
Coleção:Documenta Poética
Idioma:Português
Dimensões:161 x 240 x 22 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:392
Tipo de Produto:Livro
Poeta e ensaísta português, Gastão Cruz nasceu em 1941, na cidade de Faro, no Algarve, e licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Germânica.
Professor do ensino secundário, o autor exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King's College de Londres e dirigiu, nos anos 70 a 90, após a morte de Carlos Ferreira, o grupo de teatro Teatro Hoje/Teatro da Graça que ajudou a fundar.
O gosto pelo teatro e pelo mundo da poesia "empurra-o" para a tradução de títulos dramáticos de, entre outros autores, Strindberg, Shakespeare (Conto de Inverno) e Cocteau e para a organização de recitais dramatizados que proporcionam uma intensa divulgação poética.
Ainda muito jovem, com apenas 19 anos, Gastão Cruz, manifestando já um grande apego pelo texto poético, publica o seu primeiro livro, A Morte Percutiva, no volume colectivo intitulado Poesia 61, que compila textos de uma plêiade de cinco jovens poetas: Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge e Maria Teresa Horta.
Homem com uma forte ligação à terra onde nasceu, o autor sente uma grande revolta quando olha para o que o rodeia. A destruição do cenário que o viu nascer e crescer, nomeadamente o da Ilha de Faro onde passava as férias de Verão: o mar, a areia, os cardos, as plantas e os seus aromas e, sobretudo, o silêncio e o isolamento são temas recorrentes na sua poética. Mas, na sua obra, perpassam temas diversos como a dor, a metamorfose, a guerra colonial (Outro Nome e Aves), a morte (Pedras Negras).
Começando por assumir uma escrita experimentalista, Gastão Cruz adoptou depois formas clássicas como o soneto e a canção, que reflectem bem, desde os anos 60, a influência de Camões que, aliás, o autor não desmente. As suas obras são caracterizadas pela contenção quantitativa, sendo assim reduzido o número de textos que compõem cada volume. Ao contrário, cada um destes textos são portadores de uma grande densidade de significação e formam entre si uma unidade que se estrutura como uma teia. Orgão de Luzes, por exemplo, é composto por 15 poemas caracterizados por um vocabulário escasso e por um "virar" do sujeito poético para si próprio, como se fechado dentro de uma Campânula (título de um outro livro publicado em 1978).
Acreditando que a poesia deve conter um "discurso autónomo", correspondendo a um "sistema com as suas leis próprias", Gastão Cruz considera que esta deve resultar de um trabalho de composição consistente e rigoroso.
Autor de uma obra muito diversa, publicou, entre outros, os seguintes títulos: A Morte Percutiva; A poesia Portuguesa Hoje, 1973; Campânula, 1978; Orgão de Luzes; Transe (1960-1990); As Pedras Negras, 1995; Poesia Reunida, 1999; Crateras, 2000 que recebeu o Prémio D. Dinis.
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