Poemas Escolhidos de Álvaro de Campos

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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

O engenheiro Álvaro de Campos, viajante do mundo que acaba por radicar-se em Lisboa, é o heterónimo virado para a vida urbana e moderna, para as máquinas, a técnica, a velocidade e os pequenos pormenores da vida quotidiana — tudo o que o faz sentir. Esta antologia inclui as suas obras maiores, desde «Opiário» e «Ode Triunfal» até à «Ode Marítima» e «Tabacaria», e ainda uma larga seleção dos seus outros poemas, permitindo-nos seguir um percurso que é feito de inaudita invenção poética e da mais forte emoção.

Coleção Pessoa breve.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Álvaro de Campos
Martim | 2020-06-08
O meu heterónimo preferido, sem dúvida. Incomparável.
Poemas Escolhidos de Álvaro de Campos
João Miranda | 2020-05-21
Não é o meu heterónimo preferido mas não é possível deixar de gostar de Tabacaria. Com este livro, uma edição com muito bom gosto, descobri alguns poemas que desconhecia mas que gostei bastante, como Lisbon Revisited e Ai, Margarida.

DETALHES DO PRODUTO

Poemas Escolhidos de Álvaro de Campos
ISBN: 978-972-37-1694-8
Edição/reimpressão: 06-2019
Editor: Assírio & Alvim
Código: 79356
Coleção: Pessoa Breve
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 198 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de Produto: Livro
Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da "Presença" tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica. © 2003 Porto Editora, Lda.
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