Transporte no tempo

Transporte no tempo

ISBN:978-972-37-1989-5
Edição/reimpressão:08-2017
Editor:Assírio & Alvim
Código:79489
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SINOPSE

Como nos diz Manaíra Aires Athayde, no prefácio a esta edição, «podemos dizer que Transporte no Tempo desenha a imagem de um poeta que empunha a palavra como uma maneira de procurar com a linguagem contornar o silêncio imposto. Constituindo esse espaço de auto-reflexão como busca da própria ideia de poesia, Ruy Belo não se cansa de afirmar que o poeta é aquele que "ensaia utensílios que, como o avião, transformam a visão do homem". Assim, só o uso da palavra poética pode tornar compatíveis a autonomia da arte e a ligação ao seu próprio tempo. A singularidade de Transporte no Tempo está em assinalar o momento em que este princípio central da teoria de Ruy Belo, é, de maneira inequívoca, enunciado na sua poesia: o que acabamos por descobrir, com este livro, porventura mais do que em outros, é que "aqui levantam voo não / os aviões mas estas certas aves de arribação".»
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DETALHES DO PRODUTO

Transporte no tempo
ISBN:978-972-37-1989-5
Edição/reimpressão:08-2017
Editor:Assírio & Alvim
Código:79489
Idioma:Português
Dimensões:147 x 205 x 13 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:160
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia

sobre Ruy Belo

Doutorado em Direito Canónico pela Universidade de S. Tomás de Aquino, em Roma, e licenciado em Filologia Românica e em Direito pela Universidade de Lisboa, leccionou no ensino secundário e foi leitor de Português na Universidade de Madrid. Foi director literário de uma editora; chefe de redacção da revista Rumo ; adjunto do Director do Serviço de Escolha de Livros do Ministério da Educação Nacional; bolseiro de investigação da Fundação Calouste Gulbenkian; tradutor de numerosos autores franceses e colaborador em várias publicações periódicas. Vítima de um edema pulmonar, a sua morte precoce, em 1978, colheu de surpresa uma série de escritores que lhe dedicam, no mesmo ano, uma Homenagem a Ruy Belo. Iniciada em 1961, mas mantendo-se, na confluência da poesia dos anos 50, equidistante quer de um dogmatismo neo-realista quer do excesso surrealista, mas incorporando aquisições dessas duas formas de comunicação estética, para António Ramos Rosa, "A poesia de Ruy Belo é uma incessante reflexão sobre o tempo e a morte e a incerta identidade do sujeito que em vão procura o lugar originário onde se encontraria o ser na sua totalidade [...]. A incerteza e uma profunda frustração, muitas vezes impregnada de uma trágica ironia, dominam esta procura do lugar ontológico e da degradação existencial". (Incisões Oblíquas, Lisboa, 1987, p. 66). Abarcando a crítica irónica da realidade social e a denúncia das diversas problemáticas que equacionam o homem, desde a sua vivência espiritual e religiosa até ao envolvimento concreto e existencial, a poesia de Ruy Belo é uma "forma de intervenção, de compromisso, de luta por um mundo melhor [...] sem [...] o poeta pactuar com a demagogia, com o oportunismo que afinal representa não ver primordialmente na arte criação de beleza, construção de objectos tanto quanto possível belos em si mesmos" ("Nota do Autor" a País Possível, 1973).
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