A Ampola Miraculosa

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avaliação dos leitores (1 comentários)
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ISBN: 978-972-37-0772-4
Edição/reimpressão: 04-2002
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78489
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SINOPSE

A Ampola Miraculosa, editado em 1948, foi o primeiro livro de Alexandre O’ Neill e integrou os «Cadernos Surrealistas».
«Pergunto-me, como quem não quer a coisa, se este sr. O’Neill não se deveria ter expandido nas suas aptidões de criador visual? Teria sido um excelente artista? Sem dúvida! A Ampola Miraculosa parece ter uma limpeza gráfica que faltou a alguns dos companheiros artísticos de O’Neill.» Estas são palavras de Pedro Proença, que acompanham esta edição fac-similada do romance-colagem que, ainda hoje, nos surpreende.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Miraculosa
Ana Ribeiro | 2016-07-03
Esta primeira obra de O'Neill é magnífica em várias vertentes, mas acima de tudo mostra a capacidade criativa deste autor.

DETALHES DO PRODUTO

A Ampola Miraculosa
ISBN: 978-972-37-0772-4
Edição/reimpressão: 04-2002
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78489
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 210 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 32
Tipo de Produto: Livro
Poeta português, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O'Neill exerceu a atividade profissional de técnico publicitário. Fundador do Grupo Surrealista de Lisboa, com Mário Cesariny, António Pedro, José-Augusto França, diretamente influenciado pelo surrealismo bretoniano, desvinculou-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a passagem pelo surrealismo marque indelevelmente a sua postura estética. A sua distanciação em relação a este movimento não obstou a que um estilo sarcástico e irónico muito pessoal se impregnasse de algumas características do Surrealismo, abordando noutros passos o Concretismo, preocupando-se não em fazer "bonito", mas sim "bom e expressivo". Para Clara Rocha, a poesia de Alexandre O'Neill coincide com o programa surrealista a dois níveis: "a libertação total do homem e a libertação total da arte. O que implica: primeiro, uma poesia de 'intervenção', exortando os homens a libertarem-se dos constrangimentos de toda a ordem que os tolhem e oprimem (familiares, sociais, morais, quotidianos, psicológico, políticos, etc.); segundo, a libertação da palavra de todas as formas de censura (estética, moral, lógica, do bom senso, etc.)" (cf. ROCHA, Clara - prefácio a Poesias Completas, 1982, p. 12). Para Fernando J. B. Martinho (retomando um artigo de Quadernici Portoghesi), a diferença de O'Neill relativamente à poética surrealista situa-se na "preferência, relativamente à oposição 'falar/imaginar', pelo primeiro polo", numa consequente atenção dispensada, nos livros posteriores a Tempo de Fantasmas, como No Reino da Dinamarca ou Abandono Vigiado, "à sociedade portuguesa de que vai traçar como que a radiografia, surpreendendo-a na sua mediocridade, nos seus ridículos, nos seus pequenos vícios provincianos" (MARTINHO, Fernando J. B., op. cit., 1996, pp. 39-40). Nessa medida, e ainda segundo o mesmo crítico, se "o surrealismo ortodoxo põe a sua crença na existência de um 'ponto do espírito em que [...] o real e o imaginário' deixariam 'de ser percebidos contraditoriamente', em Alexandre O' Neill toda a busca parece centrar-se na 'vida' e no 'real'" (id. ibi, p. 40).
Recebeu, pelas suas Poesias Completas, o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (1983).
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