Kaos

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ISBN: 978-972-37-0698-7
Edição/reimpressão: 04-2003
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78448
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SINOPSE

Romance póstumo do autor de "A Torre de Barbela", será romance inacabado ou primeiro volume de uma série de quatro (mas independente) que o autor tinha na cabeça quando a morte o surpreendeu em Londres, corria o ano de 1975? Ultrapassemos essa questão e atentemos no que disse Ruben-ele-mesmo em carta a Liberto Cruz (responsável por esta edição e pela publicação da Obra Completa do autor de "O Mundo à Minha Procura"): esta é a "minha obra máxima".
Liberto Cruz descreve a obra assim, no prefácio a esta edição:
"Conquanto na sua carta de 17 de Outubro de 1974 Ruben A. escreva que ‘este KAOS vai de 1900 a mais ou menos 1916’, é forçoso dizer que os seus horizontes não são tão limitados. Pelo contrário. Como diz acertadamente Vasco Pulido Valente: ‘O Kaos é aparentemente a República. Mas também é 1820, o liberalismo, a revolução, Portugal.’ E é também, acrescento eu, o 25 de Abril de 1974 contado através da história da nossa Primeira República. O presente vivido pelo escritor relatava os acontecimentos contados pelo historiador. O conhecimento do passado contribuía para melhor entender a actualidade e para melhor compreender o fim da Monarquia. Afinal Brito Camacho parecia não ter exagerado ao dizer que só as moscas eram diferentes."

" [..] trata-se de um grande romance, onde as trapalhadas pátrias são pretexto para uma ironia incomum nas letras portuguesas, subtraídos Eça, Almada, O’Neill e poucos mais.[...] Mas o que faz a delícia maior deste romance é, sem dúvida, a sua actualidade. Portugal, ‘esse lugar mal frequentado’ de que falava Eça, expõe em ‘Kaos’ os seus rídículos, de ontem e de hoje."
Ana Cristina Leonardo, Expresso, Actual, 30/08/07
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

" [..] trata-se de um grande romance, onde as trapalhadas pátrias são pretexto para uma ironia incomum nas letras portuguesas, subtraídos Eça, Almada, O'Neill e poucos mais.[...] Mas o que faz a delícia maior deste romance é, sem dúvida, a sua actualidade. Portugal, 'esse lugar mal frequentado' de que falava Eça, expõe em 'Kaos' os seus rídículos, de ontem e de hoje."
Ana Cristina Leonardo, Expresso, Actual, 30/08/07

DETALHES DO PRODUTO

Kaos
ISBN: 978-972-37-0698-7
Edição/reimpressão: 04-2003
Editor: Assírio & Alvim
Código: 78448
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 211 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 296
Tipo de Produto: Livro

sobre Ruben A.

Ficcionista e ensaísta português, Ruben Alfredo Andresen Leitão nasceu a 26 de maio de 1920, em Lisboa, e morreu a 26 de setembro de 1975, em Londres. Formado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra, foi docente na área da Língua e Cultura Portuguesas naUniversidade de Londres (1947-1952), tendo sido convidado para desenvolver atividade docente na Universidade de Oxford alguns meses antes da sua morte.
Entre 1954 e 1972, foi funcionário da Embaixada do Brasil em Lisboa. Estudioso de D. Pedro V, tendo procedido à edição dedocumentos de governação e correspondência inédita do monarca, foi ainda autor de vários verbetes no Dicionário de História de Portugal , dirigido por Joel Serrão. Integrou, em 1972, o Conselho de Administração da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, no domínio da qual foi responsável poruma importante atividade de edição. Colaborou com algumas publicações periódicas, tendo, por exemplo, redigido inúmeras recensões críticas na secção de "Livros escolhidos" no Diário Popular , entre 1963 e 1974. Estreou-se, em 1949, com Páginas , uma obra híbrida, misto de diário e de ficção,cujo sexto volume seria editado em 1970. Chocando pela mordacidade, pela irreverência linguística e pela desconstrução dos eixos narrativos tradicionais, estreara-se, entretanto, na novelística com o romance Caranguejo , publicado em 1954, a que se seguiria, em 1965, um dos seus maioressucessos, A Torre da Barbela (prémio Ricardo Malheiros), obra que sobrepõe, num delírio verbal apostado na caricatura da psicologia portuguesa, várias épocas da História da nacionalidade. A segunda metade da década de 60 será marcada pela publicação dos três volumes autobiográficos: O Mundo à Minha Procura . Em 1973, publicou a sua última obra, a novela Silêncio para 4 , deixando inédito o romance de inspiração histórica Kaos. A obra vasta de Ruben A. incide particularmente sobre dois tipos de registos literários: a ficção autobiográfica e a ficção histórica. Num longo itineráriode conhecimento da existência através do ato de escrita, seja no registo diarístico, seja ficcional, seja histórico, Ruben A. é um dos autores que, partindo da fratura da identidade operada por Fernando Pessoa ou por Mário de Sá-Carneiro, mais recorrentemente problematizam odesdobramento do eu, numa reflexão que culminaria com obras como O Outro que Era Eu , uma introspeção sobre o "processo de desintegração do eu abandonado à sensação de "embarcar no Outro", até ao acontecimento insólito de "integração total de um ser em outro" enquanto sinónimode uma "nova era". Este projeto de busca de si mesmo alcança, em obras como A Torre de Barbela e Kaos , uma dimensão de busca da identidade coletiva que, pela subversão cronológica, se posiciona como crítica irónica e surrealizante a uma certa forma de ser português. Pouco conhecidocomo autor dramático, Ruben A. é autor de uma peça em dois atos, Júlia , publicada em 1963, onde, segundo Luiz Francisco Rebello (cf. 100 Anos de Teatro Português (1880-1980), Porto, ed. Brasília, 1984, p. 35), "é notória a influência do moderno teatro inglês em geral e de T. S. Eliot emparticular", tendo ainda deixado alguns textos inéditos, como a peça em um ato Triálogo .
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