Na Senda da Poesia

Na Senda da Poesia

ISBN:978-972-37-0746-5
Edição/reimpressão:04-2002
Editor:Assírio & Alvim
Código:78473
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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Esta nova edição dos ensaios "Na Senda da Poesia", de Ruy Belo, segundo volume das obras do autor de "Aquele Grande Rio Eufrates" na editora Assírio & Alvim, acrescenta alguns outros publicados após a primeira edição do livro ainda em vida do poeta. Alguns dos ensaios haviam sido censurados na edição de 1969, incluindo-se agora, nesta edição, as passagens que foram sujeitas aos cortes dos censores políticos. Temos assim: 3 entrevistas ao poeta, reflexões várias sobre poesia ou poetas (Ruy Cinatti, Herberto Helder, Sena, Manuel Bandeira, Régio, Casais Monteiro, Sebastião da Gama, entre outros). A edição é da responsabilidade de Maria Jorge Vilar de Figueiredo.
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DETALHES DO PRODUTO

Na Senda da Poesia
ISBN:978-972-37-0746-5
Edição/reimpressão:04-2002
Editor:Assírio & Alvim
Código:78473
Idioma:Português
Dimensões:154 x 213 x 31 mm
Encadernação:Capa dura
Páginas:352
Tipo de Produto:Livro

sobre Ruy Belo

Doutorado em Direito Canónico pela Universidade de S. Tomás de Aquino, em Roma, e licenciado em Filologia Românica e em Direito pela Universidade de Lisboa, lecionou no ensino secundário e foi leitor de Português na Universidade de Madrid. Foi diretor literário de uma editora; chefe de redação da revista Rumo; adjunto do Diretor do Serviço de Escolha de Livros do Ministério da Educação Nacional; bolseiro de investigação da Fundação Calouste Gulbenkian; tradutor de numerosos autores franceses e colaborador em várias publicações periódicas. Vítima de um edema pulmonar, a sua morte precoce, em 1978, colheu de surpresa uma série de escritores que lhe dedicam, no mesmo ano, uma Homenagem a Ruy Belo. Iniciada em 1961, mas mantendo-se, na confluência da poesia dos anos 50, equidistante quer de um dogmatismo neo-realista quer do excesso surrealista, mas incorporando aquisições dessas duas formas de comunicação estética, para António Ramos Rosa, «A poesia de Ruy Belo é uma incessante reflexão sobre o tempo e a morte e a incerta identidade do sujeito que em vão procura o lugar originário onde se encontraria o ser na sua totalidade [...]. A incerteza e uma profunda frustração, muitas vezes impregnada de uma trágica ironia, dominam esta procura do lugar ontológico e da degradação existencial». (Incisões Oblíquas, Lisboa, 1987, p. 66). Abarcando a crítica irónica da realidade social e a denúncia das diversas problemáticas que equacionam o homem, desde a sua vivência espiritual e religiosa até ao envolvimento concreto e existencial, a poesia de Ruy Belo é uma «forma de intervenção, de compromisso, de luta por um mundo melhor [...] sem [...] o poeta pactuar com a demagogia, com o oportunismo que afinal representa não ver primordialmente na arte criação de beleza, construção de objectos tanto quanto possível belos em si mesmos» («Nota do Autor» a País Possível, 1973).
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