Todos os Poemas

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ISBN:978-972-37-1417-3
Edição/reimpressão:04-2014
Editor:Assírio & Alvim
Código:78890
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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Esta edição segue o estabelecimento de texto efectuado por Gastão Cruz e Teresa Belo, passando o presente volume a constituir a edição de referência da poesia de Ruy Belo. Respeitou-se o critério de iniciais maiúsculas e minúsculas usado nas últimas edições de cada livro publicadas em vida do Autor.

Os textos publicados em «Os Poucos Poderes», a que o autor não atribuiu a designação de poemas, mas de «legendas em verso», serão parte de uma edição autónoma.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA

«O poeta, sensível e até mais sensível porventura que os outros homens, imolou o coração à palavra, fugiu da autobiografia, tentou evitar a todo o custo a vida privada. Ai dele se não desceu à rua, se não sujou as mãos nos problemas do seu tempo, mas ai dele também se, sem esperar por uma imortalidade rotundamente incompatível com a sua condição mortal, não teve sempre os olhos postos no futuro, no dia de amanhã, quando houver mais justiça, mais beleza sobre esta terra sob a qual jazerá, finalmente tranquilo, finalmente pacífico, finalmente adormecido, finalmente senhor e súbdito do silêncio que em vão tentou apreender com palavras, finalmente disponível não já tanto para o som dos sinos como para o som dos guizos e chocalhos dos animais que comem a erva que afinal pôde crescer no solo que ele, apodrecendo, adubou com o seu corpo merecidamente morto e sepultado.»
Ruy Belo

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

UM DOS MAIORES POETAS DO SÉCULO XX
José Maria Alves |2018-04-05
Sem esquecer Pessoa, Pascoaes e Torga, Ruy Belo foi um dos maiores poetas do século XX. Um poeta "escondido" e desconhecido da maioria dos portugueses. Ele, afinal como tantos outros, preterido por escritores de "ocasião" e "vendedores de palavras" sem substância, num país onde ser-se culto é saber falar de futebol e conhecer a vida das "estrelas" dos jornais dos borra-botas e das revistas cor-de-rosa. Ler Ruy Belo é sair do coração terceiro-mundista desta sociedade, onde se pensa que Agostinho da Silva, só porque se chama Silva, deve ter uma mercearia lá para os lados da Amadora e Cesário Verde deverá ser um arbusto, porque é verde, e Cesariny porque tem nome de futebolista poderá ser defesa central no Bayern, (Provavelmente este comentário não será aprovado, mas hoje, porque não, senti um intenso ânimo provocatório). Em síntese: Obrigatório ler Ruy Belo

DETALHES DO PRODUTO

Todos os Poemas
ISBN:978-972-37-1417-3
Edição/reimpressão:04-2014
Editor:Assírio & Alvim
Código:78890
Idioma:Português
Dimensões:164 x 227 x 48 mm
Encadernação:Capa dura
Páginas:896
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia > Plano Nacional de Leitura > 10.º ano > 11.º ano > 12.º ano

sobre Ruy Belo

Doutorado em Direito Canónico pela Universidade de S. Tomás de Aquino, em Roma, e licenciado em Filologia Românica e em Direito pela Universidade de Lisboa, leccionou no ensino secundário e foi leitor de Português na Universidade de Madrid. Foi director literário de uma editora; chefe de redacção da revista Rumo ; adjunto do Director do Serviço de Escolha de Livros do Ministério da Educação Nacional; bolseiro de investigação da Fundação Calouste Gulbenkian; tradutor de numerosos autores franceses e colaborador em várias publicações periódicas. Vítima de um edema pulmonar, a sua morte precoce, em 1978, colheu de surpresa uma série de escritores que lhe dedicam, no mesmo ano, uma Homenagem a Ruy Belo. Iniciada em 1961, mas mantendo-se, na confluência da poesia dos anos 50, equidistante quer de um dogmatismo neo-realista quer do excesso surrealista, mas incorporando aquisições dessas duas formas de comunicação estética, para António Ramos Rosa, "A poesia de Ruy Belo é uma incessante reflexão sobre o tempo e a morte e a incerta identidade do sujeito que em vão procura o lugar originário onde se encontraria o ser na sua totalidade [...]. A incerteza e uma profunda frustração, muitas vezes impregnada de uma trágica ironia, dominam esta procura do lugar ontológico e da degradação existencial". (Incisões Oblíquas, Lisboa, 1987, p. 66). Abarcando a crítica irónica da realidade social e a denúncia das diversas problemáticas que equacionam o homem, desde a sua vivência espiritual e religiosa até ao envolvimento concreto e existencial, a poesia de Ruy Belo é uma "forma de intervenção, de compromisso, de luta por um mundo melhor [...] sem [...] o poeta pactuar com a demagogia, com o oportunismo que afinal representa não ver primordialmente na arte criação de beleza, construção de objectos tanto quanto possível belos em si mesmos" ("Nota do Autor" a País Possível, 1973).
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