Manhã

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SINOPSE

«Manhã» é o mais recente livro de poemas de Adília Lopes. Começa com uma epígrafe lapidar de Alexandre O'Neill: «(Pesquisas fazem-se em casa, já dizia a minha avó, que era escritora)». Infância, memórias, momentos comoventes, desconcertantes ou paradoxais, como neste poema onde a autora nos fala de Palavras Caras:

«Em minha casa, detestávamos pessoas bem-falantes, palavras caras. De uma vez, apareceu a prima Maria Lucília a dizer já não sei porquê:
Fiquei muito confrangida.
Passámos a chamar-lhe a confrangida.
Sempre que aparecia alguém na televisão a declamar poesia ou a falar de poesia, desligávamos a televisão.»
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Excelente.
D. |2018-10-19
Poesia imensamente boa.
Uma manhã para nós
André Morais |2018-05-24
Ganhei esta "Manhã" de minha namorada. Descobrir a história da poetisa com "Clarissa", do assim brasileiro como nós Érico Veríssimo, foi um espanto. Não menos espantoso foi descobrir que muito daquela criança ainda está presente na adulta Adíllia Lopes (as distinções bobas que fazemos com "as fases" de uma pessoa). "Manhã" é um dos meus livros preferidos da autora ("O poeta de Pondichéry" ainda me persegue com seu Diderot).

DETALHES DO PRODUTO

Manhã
ISBN:978-972-37-1809-6
Edição/reimpressão:03-2017
Editor:Assírio & Alvim
Código:79398
Idioma:Português
Dimensões:145 x 205 x 13 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:144
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
Adília Lopes, pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, nasceu em Lisboa, em 1960. Frequentou a licenciatura em Física, na Universidade de Lisboa, que viria a abandonar quando já estava prestes a completá-la. Começa a publicar a sua poesia no Anuário de Poetas não Publicados da Assírio & Alvim, em 1984. Antes disso, em 1983, começa uma nova licenciatura, em Literatura e Linguística Portuguesa e Francesa, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Pelo meio, antes de a terminar, publica o seu primeiro livro de poesia, Um Jogo Bastante Perigoso, em edição de autor (1985). Em 2000 publica Obra, a reunião da sua poesia e, em 2009, Dobra, que amplia a edição anterior com o que foi publicado entretanto, tal como de resto acontece com a mais recente edição de 2014, aumentada e revista. Tem colaborado em diversos jornais e revistas, em Portugal e no estrangeiro, com poemas, artigos e poemas traduzidos.
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